Fogo consome área maior que mil campos de futebol no Pantanal de MS

Os primeiros focos na região foram registrados na sexta-feira (26) após um produtor rural atear fogo em área de mata

Mais de mil hectares foram consumidos pelo fogo que atinge a região da Serra do Amolar, principal santuário de biodiversidade em fauna e flora do Pantanal, há cinco dias. A área queimada pelo fogo é maior do que a metragem de 1 mil campos de futebol juntos.

Incêndio na Serra do Amolar, no Pantanal (Foto: IHP/Reprodução)
Incêndio na Serra do Amolar, no Pantanal (Foto: IHP/Reprodução)

Os primeiros focos na região foram registrados na sexta-feira (26). Desde então, brigadistas tentam chegar ao local, que é de difícil acesso.

Nos primeiros dias, os brigadistas não conseguiram chegar ao local do início do incêndio. Atualmente, a força de combate é composta por 22 brigadistas do Corpo de Bombeiros e das ONGs SOS Pantanal e IHP (Instituto do Homem Pantaneiro).

Conforme denúncia do IHP, o incêndio começou após um produtor rural atear fogo em uma área de mata, que seria destinada à pastagem de gado.

As chamas se alastraram rapidamente em razão da forte concentração de elementos combustíveis no solo pantaneiro e o fazendeiro perdeu o controle da situação.

“Uma atitude isolada trouxe o fogo que segue propagando. É um lugar de difícil acesso, subindo a serra, alcançando altitudes que chegam a quase mil metros. Então o reforço está acontecendo para que a gente possa ter um controle mínimo e estamos na torcida para acontecer um evento climático, uma chuva para ajudar”, lamenta o presidente do IHP, Angelo Rabelo.

Chuva é única esperança

O início do fogo foi em uma área de camalotes, espécie de planta aquática típica do Pantanal, e depois consumiu uma grande extensão de morraria, quando as chamas saíram do controle.

Quando o fogo chega neste estágio, a única esperança para o controle das chamas é a chuva, como explica o representante do IHP.

Durante a manhã desta terça choveu 102 milímetros na região e a água voltou a cair durante a tarde, o que pode ter aliviado o incêndio, mas não extinguido.

Outra preocupação dos especialistas é de que o vento contribui para o avanço das chamas, que coloca em ameaça a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Acurizal, onde há uma extensa área de reflorestamento.

Chuva é única esperança

No ano passado, as chamas consumiram uma extensão significativa do Pantanal, fazendo com que o bioma tivesse o pior mês de novembro da história.

O que os especialistas explicam é que o fogo foi resultado do baixo volume de chuva, calor intenso e a vegetação ressecada na região. Em 2023, mais de 1 milhão de hectares foram consumidos pelas chamas no Pantanal.

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