Fumaça de incêndio que chega ao 7º dia em MT dificulta ida de alunos à escola e aumenta procura por atendimento de saúde

Área atingida pelas chamas triplicou desde o início do combate e já ultrapassa 150 km²; fumaça também afeta moradores de Cláudia e Marcelândia.

A fumaça provocada por um incêndio que chegou ao sétimo dia nesta sexta-feira (7), em uma reserva florestal na região de Nova Santa Helena (MT), tem afetado a rotina de moradores e estudantes e aumentado a procura por atendimento de saúde. O fogo já consumiu mais de 150 km², área três vezes maior que a estimada no início do combate.

Moradores do Assentamento Keno, nas proximidades da área atingida, convivem há cerca de uma semana com a fumaça. Os efeitos também são sentidos em Nova Santa Helena, Cláudia e Marcelândia.

Na escola da comunidade, a fumaça tem interferido tanto no deslocamento dos estudantes quanto nas atividades realizadas durante as aulas.

Segundo a diretora Daiane Lemos, em períodos de maior concentração de fumaça, as atividades são mantidas dentro das salas. Os alunos só são autorizados a permanecer nas áreas externas quando a situação melhora.

A diretora relata ainda que alguns estudantes não estão conseguindo chegar à unidade por causa da baixa visibilidade provocada pela fumaça em determinados pontos do assentamento.

“Vários estudantes não estão conseguindo chegar até a escola devido à fumaça. A fumaça está muito alta em alguns setores do nosso assentamento, onde dificulta a visibilidade dos motoristas para que tragam esses estudantes até a escola”, relatou.

Procura por atendimento aumenta

A fumaça também tem levado moradores a procurar as unidades de saúde da região. Entre as principais queixas estão falta de ar, dor de cabeça, irritação na garganta e sintomas alérgicos.

A técnica de enfermagem Sirlene Ruppel Carneiro afirma que crianças, adultos e idosos têm buscado atendimento. “Agora tem muita procura por causa da fumaça. Muita alergia, muita falta de ar, dor de cabeça. É mais criança, adulto e idoso. Mais falta de ar, dor de cabeça e garganta inflamada”, contou.

Segundo Sirlene, os problemas relacionados à fumaça se repetem durante os períodos de queimadas na região.

Área atingida triplicou

Equipes do Corpo de Bombeiros e das prefeituras de Cláudia e Nova Santa Helena atuam no combate às chamas desde o fim de semana.

No início da ocorrência, a estimativa era de que aproximadamente 50 km² tivessem sido atingidos. Nesta sexta-feira, a área consumida pelo fogo já ultrapassava 150 km², o equivalente a três vezes a estimativa inicial.

Além da vegetação, a rede elétrica nas proximidades da área atingida também foi afetada pelo incêndio.

Desde quinta-feira (6), aeronaves passaram a auxiliar as equipes que trabalham no combate às chamas.

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