Governo de MS declara estado de emergência ambiental após União
Estado de emergência pelo Ministério do Meio Ambiente foi declarado em 21 de março.
O governo do estado declarou “Estado de Emergência Ambiental” em Mato Grosso do Sul até o fim do ano, reiterando a portaria do Ministério do Meio Ambiente, de 21 de março. A medida consta na edição desta sexta-feira (8) do Diário Oficial do Estado.

Conforme o decreto, o estado é afetado pelas condições climáticas que favorecem a propagação de focos de incêndios florestais sem controle, sobre qualquer tipo de vegetação, acarretando queda drástica na qualidade do ar, entre os meses de maio e dezembro.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, essas normas adotadas pela União e pelo Estado favorecem a adoção de medidas emergenciais essenciais ao plano de combate a incêndios florestais, como a contratação de brigadistas que vão atuar pelo Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) no Pantanal, em áreas de difícil acesso e em terras indígenas.
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O total de focos de calor nos três primeiros meses deste ano está superior ao ano passado, conforme dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ao todo, foram registrados 309 focos de calor nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2021, contra 493 no mesmo período deste ano.
Os números refletem, em parte, ao fato de que as queimadas controladas estavam proibidas no ano passado e foram liberadas nesse ano, observa o assessor bombeiro militar da Semagro, coronel Waldemir Moreira Júnior.
O militar acrescenta que historicamente o período mais crítico é no segundo semestre do ano. Em julho do ano passado foram registrados 916 focos de calor, em agosto 2.246, em setembro 2.739 e em outubro, 1.695. O estado já se prepara com prognósticos de ocorrências para os próximos três meses e traça as estratégias para fazer o enfrentamento.
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