Pantanal bloqueado: camalotes impedem circulação de barcos e isolam moradores da região
Embarcações não conseguem navegar pela região do Pantanal
Moradores da região da Baía do Castelo, uma das áreas mais conhecidas do Pantanal de Corumbá (MS), voltam a enfrentar um problema que se repete todos os anos: o isolamento provocado pelo acúmulo de camalotes nos canais de navegação. A grande quantidade de vegetação aquática tomou conta das passagens utilizadas pelas embarcações e deixou famílias literalmente ilhadas, sem conseguir entrar ou sair da localidade.
Segundo relatos de moradores, os camalotes formaram verdadeiras barreiras naturais sobre os canais, bloqueando a circulação de barcos, principal meio de transporte na região. Diante disso, o deslocamento para compras, atendimentos, transporte de mercadorias e outras atividades cotidianas ficou comprometido.
Embora o fenômeno seja comum no Pantanal e aconteça em diferentes períodos do ano, os moradores afirmam que o problema afeta diretamente a rotina da comunidade, que depende dos rios para manter a conexão com outras localidades.
Comunidade aguarda desobstrução dos canais
Diante dos transtornos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que já acionou a empresa responsável pelo serviço de desobstrução dos canais da Baía do Castelo.
Em nota, o órgão explicou que equipes e embarcações serão mobilizadas e deslocadas de Cáceres (MT) para Corumbá (MS) com o objetivo de remover os camalotes e restabelecer a navegação na região.
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As embarcações devem chegar ao local até domingo (9). Caso não haja contratempos durante o deslocamento, os trabalhos de limpeza e desobstrução dos canais devem começar até terça-feira (11).
Problema recorrente no Pantanal
O acúmulo de camalotes é um fenômeno recorrente em áreas pantaneiras. As plantas aquáticas são transportadas pela correnteza e podem se concentrar em determinados pontos, formando extensos bloqueios nos rios e baías da região.
Na Baía do Castelo, os moradores relatam que a situação se repete anualmente, mas cobram agilidade na remoção da vegetação para evitar que o isolamento se prolongue e continue prejudicando quem vive na comunidade.
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