Incêndios do Pantanal comprometeram a saúde da população, aponta estudo

Os dados são inéditos visto que esses municípios pantaneiros correspondem a mais de 10% da população estadual

O ano de 2024 representou, até agora, o ano mais quente já registrado desde o início das medições em 1961, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

E se tem uma população que sofreu muito com a qualidade do ar, com certeza foi a de Mato Grosso. O estado bateu recordes de temperatura.

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Fumaça sob Mato Grosso em 2024. (Foto: Reprodução)

Todavia, um estudo divulgado pela ONG SOS Pantanal mostrou que anteriormente, entre 2003 e 2019, dez cidades apresentaram um aumento de 26% a 34% das hospitalizações causadas por doenças respiratórias.

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Conforme os resultados, ficou comprovado que em Barão de Melgaço, Cáceres, Itiquira, Juscimeira, Mirassol d’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rondonópolis e Santo Antônio do Leverger, quanto mais aumentavam os focos de incêndios, mais aumentava a incidência de doenças respiratórias.

Esses municípios pantaneiros correspondem a mais de 10% da população estadual.

Os dois grupos analisados foram aqueles considerados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como sendo os mais vulneráveis. De um lado crianças de até 5 anos de idade, e, do outro, idosos maiores de 60 anos.

A asma foi apontada como responsável por 15% das internações, enquanto a bronquite, por 8%.

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