Mesmo com 400 operações, garimpo já destruiu o equivalente a 4 mil campos de futebol em terra indígena

Relatório aponta Sararé como a mais devastada da Amazônia, com impactos ambientais e pressão crescente do garimpo.

A Terra Indígena Sararé, localizada na região oeste de Mato Grosso, já teve cerca de 4,2 mil hectares – o equivalente a mais de 4 mil campos de futebol – devastados pelos garimpos ilegais que avançam na região, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama).

DEVASTAÇÃO Vista aérea com área degradada pelo garimpo na Terra Indígena Sararé
4,2 MIL HECTARES JÁ FORAM DEVASTADOS PELO GARIMPO ILEGAL
DIMENSÃO Estrutura usada por garimpeiros ilegais na região da Terra Indígena Sararé
ÁREA DESTRUÍDA EQUIVALE A MAIS DE 4 MIL CAMPOS DE FUTEBOL
COMBATE Ação de fiscalização e combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé
MAIS DE 420 OPERAÇÕES JÁ DESATIVARAM CERCA DE MIL ACAMPAMENTOS
RANKING Paisagem da Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso
SARARÉ LIDEROU O DESMATAMENTO ENTRE TERRAS INDÍGENAS NA AMAZÔNIA EM 2025
FOTOS: TVCA, IBAMA E POLÍCIA FEDERAL

Segundo o Ibama, o avanço da atividade ilegal provoca desmatamento, contaminação de rios e degradação ambiental.

Atualmente, um operação integrada está em andamento na região com o objetivo de retirar os garimpeiros do local que abriga indígenas Nambikwara.

O garimpo não recua sem resistência

Cabe destacar que o relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025 revelou que a TI ocupou o primeiro lugar do ranking de desmatamento e perdeu 28,65 km² naquele ano, ficando à frente de terras como Yanomami (RR) e Uati-Paraná (AM).

O Ibama atua desde 2023 no combate ao garimpo ilegal na região e já realizou ao longo do período mais de 420 operações, resultando na desativação de aproximadamente mil acampamentos ilegais e na apreensão e destruição de 513 escavadeiras hidráulicas.

Também foram apreendidos e destruídos 850 geradores de energia, cerca de 150 mil litros de combustível, 85 veículos, mercúrio, ouro, equipamentos de comunicação e armas de fogo. O prejuízo estimado às organizações criminosas ultrapassa R$ 700 milhões.

Apesar desses avanços, a terra indígena continua sob forte domínio dos garimpeiros ilegais que trabalham com um logística estruturada e apoio de armas.

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