MT decreta estado de emergência por riscos de incêndios florestais
O Estado considerou a urgência para a contratação de brigadistas e as condições climáticas que podem favorecer os incêndios.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), decretou estado de emergência ambiental em decorrência dos riscos de incêndios florestais no estado. A medida é válida entre os meses de abril e dezembro de 2026. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (29).
Mato Grosso já contabiliza mais de 700 focos de calor em 2026, segundo a plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Também fica proibido o uso de fogo para limpeza e manejo de áreas entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.

“Em caso de alteração nas condições climáticas ao longo do ano, o período de restrição ao uso do fogo estabelecido no caput poderá ser prorrogado ou antecipado pelo órgão estadual competente”, diz o inciso 1 do artigo 3 do decreto.
Segundo o documento, foram consideradas as condições climáticas, como a estiagem prolongada, altas temperaturas, ondas de calor, umidade relativa do ar baixa, ventos intensos e a necessidade urgente da contratação de brigadistas temporários para atuarem na temporada de incêndios para a adoção da medida.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) fica autorizada a contratar brigadistas temporários que vão atuar no combate ao fogo no período que compreende a emergência ambiental de 2026.
Com a publicação do decreto, também fica instituída a Sala de Situação Central, vinculada a Sesp, que irá monitorar e ajudar a tomar as medidas necessárias em caso de incêndios.
Monitoramento
Apenas nos quatro primeiros meses do ano, Mato Grosso já soma 704 focos de calor segundo o Inpe. Com o número, o estado ocupa a 5ª posição no ranking de estados com mais focos, ficando atrás apenas de Roraima (1.559 focos), Pará (1.374 focos), Maranhão (1.166 focos) e Bahia (1.160 focos.
Em Mato Grosso, a Amazônia segue liderando os focos de incêndios, seguido do Cerrado e por último o Pantanal.

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