Pesquisadores percorrem 600 km no Pantanal para avaliar impactos do fogo
Expedição reuniu cientistas brasileiros e franceses; dados coletados vão orientar políticas públicas e ações de preservação
Uma expedição científica percorreu 600 km pelo Pantanal para avaliar os impactos do fogo no bioma. Durante oito dias, a repórter Eunice Ramos e a equipe da TV Centro América acompanharam pesquisadores que partiram de Cáceres (MT), desceram o Rio Paraguai até o Parque Nacional do Pantanal e subiram o Rio Cuiabá até Porto Jofre, em Poconé.

Em pontos estratégicos, foram coletadas amostras de água e solo. Parte das análises foi iniciada ainda a bordo, com os resultados sendo organizados para a produção de artigos científicos sobre alterações na paisagem e estratégias de preservação.
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O trabalho envolveu pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), instituições do Sudeste e parceiros internacionais, como o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. Segundo os cientistas, a colaboração amplia a escala dos estudos, passando de levantamentos específicos para análises em nível de paisagem, fundamentais para propor políticas públicas diante de crises climáticas e incêndios de grandes proporções que afetam o Pantanal.
Um dos pesquisadores franceses desenvolve uma plataforma digital para reunir dados sobre clima, recursos hídricos, agricultura e vegetação. A ferramenta também permitirá que moradores e profissionais que atuam no campo contribuam com informações.

O geógrafo do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, Damien Arvor, afirma que a plataforma também será usada para coletar dados de pessoas que atuam em campo.
A expedição contou ainda com uma equipe de apoio responsável pela limpeza e alimentação. Para a cozinheira Nathalia Deluque, que trabalha há 26 anos em barcos de turismo, o desafio é recompensado pelo contato com a natureza e o reconhecimento dos tripulantes.

Segundo a repórter Eunice Ramos, registrar o trabalho científico em meio ao Pantanal foi um privilégio e uma oportunidade de mostrar à população a importância de preservar um bioma único e sensível.
“Para nossa equipe de reportagem, também foi um privilégio trabalhar em meio à natureza e trazer informações importantes sobre um bioma único e tão sensível quanto o Pantanal”, disse.
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