Seca extrema pode impactar em navegação e biodiversidade em rios de Mato Grosso do Sul
Os rios de Mato Grosso do Sul viraram um ambiente crítico! O motivo é a falta de chuvas na região, causadas pelo fenômeno cíclico climático da seca extrema. A navegação e a biodiversidade são os âmbitos mais afetados em um primeiro momento. E, de acordo com Marcelo Parente Henriques, pesquisador do Serviço Geológico do Brasil, […]
Os rios de Mato Grosso do Sul viraram um ambiente crítico! O motivo é a falta de chuvas na região, causadas pelo fenômeno cíclico climático da seca extrema. A navegação e a biodiversidade são os âmbitos mais afetados em um primeiro momento. E, de acordo com Marcelo Parente Henriques, pesquisador do Serviço Geológico do Brasil, a falta de chuvas, e a consequente diminuição do nível dos rios, estão ocorrendo desde 2019.
“Estamos diante de um fenômeno climático, cíclico. Tem relação com as mudanças climáticas, tem. Mas não podemos atribuir somente a isso. É uma situação muito crítica e preocupante”, explica Parente.

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) tem um boletim diário que confirma a preocupação. No Rio Paraguai, por exemplo, na parte de Ladário e na régua de Porto Esperança, estão sendo registrados níveis abaixo de zero (- 105 cm). Já no Aquidauana, a cota está em 169 cm, sendo que o normal e ideal seria estar em 600 cm.
“Nós temos um efeito dominó em várias cidades que estão na mesma grande bacia hidrográfica e expostas ao mesmo fenômeno climático. O impacto disso é que você começa a ter dessedentação animal, dificuldade de captar água para abastecimento público e, principalmente, inviabilidade de navegação para escoamento e transporte de produção”, revela Parente.
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Pode piorar…
Como as chuvas estão cada vez mais escassas, as expectativas não são as melhores. O Boletim de Monitoramento da Estiagem na Bacia do Rio Paraguai revela que a tendência é que o nível dos rios diminua cada vez mais a cada estação.
“Considerando que para as próximas semanas, as precipitações previstas na bacia não serão significativas, o rio Paraguai continuará a apresentar a tendência ao declínio do nível d’água na maioria das estações de monitoramento situadas em sua calha”, aponta o relatório.

“Ano que vem, se as chuvas ficarem na média, a gente vai ter novamente um ciclo baixo e as estimativas dos institutos de meteorologia não dão boas expectativas para um futuro bom. A chuva vai vir, mas no máximo dentro da média, mais provável que abaixo da média. Para o Pantanal voltar aos níveis razoáveis, teria que chover bem no planalto por cerca de dois anos”, conclui Marcelo Parente.
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