Véu de noiva: cartão-postal de MT está seco

Cartão-postal de Mato Grosso, a cachoeira Véu de Noiva, localizada em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, passa por escassez de água provocada pela estiagem. De acordo com o ICMbio (Instituto Chico Mendes) nunca houve registro de tão pouca água. A queda d’água, que tem 86 metros e é a maior do parque, […]

Cartão-postal de Mato Grosso, a cachoeira Véu de Noiva, localizada em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, passa por escassez de água provocada pela estiagem.

De acordo com o ICMbio (Instituto Chico Mendes) nunca houve registro de tão pouca água. A queda d’água, que tem 86 metros e é a maior do parque, quase não é vista de tão fina que está.

“A escassez hídrica está geral, inclusive, recentemente, a prefeitura do município decretou estado de emergência. Estamos buscando mais informações técnicas e científicas para entender o que está acontecendo com a cabeceira do Rio Coxipozinho, que abastece alguns dos atrativos turísticos do parque”, comentou Cintia Brazão, chefe do Parque Nacional.

veu de noiva
Cachoeira Véu de Noiva – Chapada dos Guimarães. Fonte: Reprodução

Cartão-postal

Além das cachoeiras, a seca atinge várias propriedades rurais. Agricultores estão contratando caminhões pipa para manter a irrigação das plantações.

A chuva que caiu no final dessa semana, fez a população comemorar, mas ainda está aquém da necessidade do município, onde há mais de cem dias não chove com volume maior de 10 milímetros.

De acordo o professor da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), Ibraim Fantin, especialista em recursos hídricos, se comparado ao ano passado, entre os meses de janeiro a agosto, este ano, o índice de chuva está 22% menor, o que afeta a recuperação dos córregos e rios que abastecem o parque.

A UFMT passou a monitorar as nascentes para saber se, além de chuva, falta preservação.

Turismo

O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães recebeu 38.498 visitantes entre janeiro e agosto de 2021, diz o último levantamento do Observatório do Desenvolvimento da Sedec-MT (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico). Desse total de turistas, 82% estiveram na Cachoeira Véu de Noiva, 9,4% na Cidade de Pedra e 5,6% no Rio Claro.

Por causa da pandemia de covid-19, o Parna (Parque Nacional) foi fechado em março de 2020 e só foi reaberto em novembro, por isso não é possível comparar os números de 2021 com os do ano passado. Durante todo o ano de 2019, foram 183.592 turistas. Entre 2016 e 2019, foi detectado um crescimento acumulado de 15,3% nas visitas.

Para a Seadtur (Secretaria Adjunta de Turismo), vinculada à Sedec-MT, a baixa circulação de turistas no parque nacional e nos pontos turísticos de Mato Grosso neste ano ainda é consequência da pandemia, mas acredita que a situação deve ser revertida em breve.

Como exemplo da atual recuperação do setor, a Sedec-MT cita o aumento do volume de desembarques nos quatro principais aeroportos mato-grossenses, com saldo positivo de 11 mil a mais que no ano anterior.

Pesquisa

A Seadtur lançou nesta quarta-feira (22) a Pesquisa Nacional de Avaliação da Qualidade dos Serviços Turísticos de Mato Grosso, em parceria com a Rede Brasileira de Observatórios de Turismo e o Protocolo Tourqual.

O levantamento vai até março de 2022 e é voltado aos visitantes, a fim de avaliar a qualidade dos serviços prestados.

Para participar, o turista tem que acessar o questionário via QRCode em posts que serão disponibilizados nas seguintes localidades:

Polo Pantanal

Poconé: Sesc Pantanal, Aymara Lodge e Santa Rosa Pantanal;
Barão de Melgaço: Pousada do Rio Mutum.

Polo Cerrado

Rosário Oeste: Parque Sesc Serra Azul;
Chapada dos Guimarães: Parque Nacional de Chapada dos Guimarães;
Nobres: Reino Encantado.

Polo Araguaia

Barra do Garças: Parque Estadual da Serra Azul e Fazenda Recanto da Serra;
Nova Xavantina: Cachoeira da Saudade.

Polo Amazônia

Guarantã do Norte: Rancho Serra do Cachimbo;
Alta Floresta: Teles Pires Lodge e Cristalino Lodge.

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