Brô MC's rouba a cena no álbum da Anitta e web já aposta em Grammy para MS
Grupo indígena de Mato Grosso do Sul colabora com Anitta na canção "Oke", que encerra o aclamado álbum "EQUILIBRIVM II"
Ela fez de novo! “EQUILIBRIVM II”, o “hinário” da cantora Anitta e sequência do já elogiado “EQUILIBRIVM”, tem sido aclamado pelo público e pela crítica desde o lançamento, na última quinta-feira (23). E não é por menos!

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Hinário de Anitta
Mesclando os mais variados ritmos musicais do país, Anitta entrega um álbum disruptivo, que abre mão do lugar-comum enquanto exalta a riqueza das religiões de matriz africana. O trabalho foi lapidado por uma legião de produtores entre os mais originais e criativos do cenário musical.
A lista de talentos reunidos na obra é extensa: MC Tha, Maria Bethânia, Alceu Valença, entre outros. Em meio a tantos nomes já consolidados da música brasileira, os rappers indígenas sul-mato-grossenses do Brô MC’s também têm roubado a cena nas redes sociais.
Ao lado da também indígena e MC paulista Katú Mirim, o grupo colabora com Anitta na faixa “Oke”, uma das mais contagiantes e frenéticas do álbum.
Veja o depoimento de Anitta sobre a canção.
A música já é apontada por usuários do X, antigo Twitter, como a responsável por dar origem a um novo tipo de festa: a “raive indígena”.
Os fãs não têm poupado elogios. Há até quem aposte que a canção é a melhor do álbum e possa render o primeiro Grammy da carreira de Anitta e, consequentemente, também dos artistas de Mato Grosso do Sul.
Confira a reação do público a seguir.

Rave indígena?


Qualidade técnica da canção também rendeu elogios.


“ABSOLUT MUSIC”

E os fãs já querem apresentação ao vivo.


Mas e você, já ouviu “Oke”? Assista a um trecho do clipe da canção a seguir.
Reconhecimento
Ao primeira páginas, os rappers do Brô Mc’s definiram o convite de Anitta como “um marco histórico” para os povos indígenas e para a representatividade na indústria musical.
“Representa a voz indígena, a luta indígena, a arte indígena. Estar ao lado de uma artista tão grande, não só do Brasil, mas do mundo, representa muita coisa”, comentou CH MC, um dos integrantes do grupo.
Ao falar sobre o significado da parceria, CH MC ainda fez um desabafo sobre as dificuldades enfrentadas pelos artistas indígenas, inclusive em Mato Grosso do Sul.
“Aqui no estado é muito difícil para nós. Às vezes, o Brô MC’s não é muito bem-vindo nem na própria terra. Então, quando acontece uma parceria dessas, é um tapa na cara dessa galera”, comentou.
Clique aqui e confira a entrevista completa.
Formado também por Bruno Veron, Clemerson Batista, Kelvin Mbaretê e Jhonis, o Brô Mc’s se formou em Dourados e é reconhecido como o primeiro coletivo de rap indígena do Brasil. Desde 2009, os integrantes utilizam a música para contar a própria realidade, combater estereótipos e mostrar ao país a cultura dos povos Guarani e Kaiowá.
Com sucesso internacional, eles já passaram pelo Grammy Latino, G20, Global Citizen, Rock in Rio e projetos internacionais ligados à preservação ambiental e tecnologia ancestral.
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