Em terra de sertanejos, MCs fazem alegria de passageiros em ônibus de CG
Para MCs, as criações musicais são mais do que sobreviver, são a alegria de viver fazendo o que ama.
Mato Grosso do Sul é considerado a terra da música sertaneja e de onde saíram para o sucesso os cantores Michel Teló, Maria Cecília e Rodolfo, Luan Santana, João Bosco e Vinicius, Almir Sater, entre outros. Apesar dessa predominância no estilo musical, são dois MCs que estão fazendo a alegria de quem depende do transporte coletivo no dia a dia, em Campo Grande.

MC Cruel tem carreira solo e para sobreviver vai além da música: participa de eventos artísticos e corre atrás de apoio financeiro do poder público. Já MC CJ tem uma dupla, mas foi a união com MC Cruel que ganhou força com as “rimas no busão”.
“Eu já tinha referência de outros lugares que tinha rima de metrô em cidades metropolitanas, de MCs que são referências para nós também e que acompanha o mundo das rimas, do free style. Troquei essa ideia com CJ e disse que não tinha ideia de busão, só de metrô, mas achei ‘da hora’. A gente começou sem pretensão nenhuma, só como uma renda complementar e depois a gente viu como era bom aquilo. E hoje a gente, faz, ama, gosta de fazer”, contou MC Cruel.
A dupla já percorreu muitos bairros da Cidade Morena. Hoje já conhecem quase todos os itinerários das linhas de ônibus, mas no início se perderam um pouquinho. “A gente anda pela cidade inteira, principalmente começo até entender o itinerário. A gente já pensou que ia andar num bairro e fomos parar no outro lado da cidade”, contaram.
A gente roda todos os terminais ou a maioria toda semana, a gente procura não repetir, deixando a galera sentir saudade da gente, pra não enjoar da nossa cara também. E levar a arte para o máximo de lugar que a gente conseguir.
MC Cruel
Para os rappers, o público das regiões mais periféricas são os mais calorosos. “Os terminais em regiões mais periféricas são onde a galera é mais educada com a gente, mais simpáticos, que dão mais risadas. Não é pela grana, mas a risada da galera faz a gente rimar melhor, mais do que o pessoal dos terminais da região central”, disse MS Cruel. “Traz um retorno legal. Não só pela grana, mas pela alegria, energia, pela alegria de viver a arte do que ama”, falou MC CJ.
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Histórias marcantes
Desde que começaram a fazer rimas no busão Cruel e CJ colecionam histórias marcantes com os passageiros. Certa vez, dentro do ônibus da linha “071”, indo para o Terminal Bandeirantes, eles deixaram de ser os protagonistas e viraram plateia.
“Tinha um senhor sentado no banco preferencial. Como era de costume, começamos a brincar e a fazer rima pra ele. Aí, ele começou a procurar algo e pegou uma nota de dez reais, achamos que ele ia ajudar, mas ele colocou a nota no meio da mão e quando abriu a mão de novo não estava mais lá. Isso acabou tirando nossa atenção, mas foi muito legal, porque fomos para fazer um show e acabamos sendo recebidos com outro. É muito interessante como a arte se conecta”, se lembraram os cantores.
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