O sucesso do rock mundial que foi inspirado no Candonblé
Um rockstar ouviu um ritmo hipnótico em Salvador, na bahia, e aquele ritmo desencadeou um dos maiores sucessos da carreira dele
Muita gente acha que esse clássico do rock é uma celebração ao satanismo, outros dizem que é uma canção contra o comunismo.
Mas o verdadeiro significado não tem nada a ver com isso, e uma parte dele nasceu em Salvador, Bahia.
No final dos anos 60, o cara que fez essa música tava namorando com uma cantora, e essa cantora deu um livro de presente pra ele, chamado “O mestre e a margarida”, de um escritor russo.

Esse livro é um romance de fantasia que faz uma crítica ao regime soviético. Um dos protagonistas desse livro é o próprio diabo.
Foi depois de ler esse livro que ele escreveu a letra de um dos maiores sucessos do rock mundial.
Agora, a inspiração para a melodia foi outra.
Como o Candonblé entrou pra história do rock
Em janeiro de 1968, alguns anos depois de ganhar esse livro de presente da namorada, ele e a namorada fizeram uma viagem pro Brasil, mais precisamente pra Salvador, Bahia.
Quando eles chegaram em Salvador, coincidentemente, era o dia da lavagem das escadarias da igreja do Nosso Senhor do Bonfim.

Os dois se impressionaram muito com toda aquela celebração.
As ruas de Salvador tomadas de fiéis em procissão, a convivência dos católicos e candomblecistas… tudo aquilo chamou bastante a atenção deles.
Mas o que realmente emocionou foi o som dos atabaques que acompanhavam os rituais. Ele sentiu que aquela batucada tinha um poder hipnótico.
Era um ritmo positivo, que mantinha a cadência, não acelerava e nem desacelerava, era constante.
Ele percebeu que aquele som tinha uma ligação com o primitivo africano e que, “para os brancos, tinha algo de muito sinistro”.
Então ele achou que aquele som poderia ser um ótimo veículo para produzir uma obra poderosa.
E a partir do hipnótico som dos atabaques brasileiros, Mick Jagger cantou sobre o lado sombrio do ser humano, da perspectiva do ser mais sombrio que já existiu.
Please, allow me to introduce myself
I’m a man of wealth and taste
I’ve been around for a long, long year
Stole many a man’s soul and faith

E no refrão de Sympathy For The Devil, ele se apresenta ao ouvinte sem se revelar diretamente, assim como faz a maldade. Mas adivinhar o nome dele é fácil, difícil é entender como ele age.
Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what’s puzzling you
Is the nature of my game
O título da música, a complexidade da narrativa e o grande sucesso da música acabaram levantando suspeitas de possíveis associações da banda com forças ocultas.
O fato é que Sympathy For The Devil é só mais uma grande obra de arte repleta de referências e significados.
Ouça “Sympathy For The Devil”, com The Rolling Stones:
Se repararem bem no início da música o uso dos batuques do Candonblé é bastante claro na construcão melódica da música.
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