Uma mulher brutalmente assassinada na favela escreveu o maior sucesso do funk
Essa música é um grito de socorro para todas as favelas do Brasil e, por isso, se tornou o maior sucesso do funk brasileiro
Esse sucesso foi escrito para as favelas do Rio de Janeiro, mas, infelizmente, o Brasil inteiro se identificou.
Só que a parte mais triste dessa história é que a compositora morreu daquilo que ela pedia na música para acabar.
Essa música foi gravada por Alcione, Elza Soares e entrou para a trilha sonora de um dos maiores filmes brasileiros.
Em 1994, uma compositora da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, mostrou uma letra para dois amigos dela, que participavam da Caravana do Rap.

A descoberta do sucesso na favela
Os dois disputavam festivais cantando em dupla e ela tinha escrito essa letra com um parceiro que também morava ali na Cidade de Deus. Os meninos adoraram a letra, cantaram em cima e resolveram se inscrever num festival de música que estava rolando no Morro do Borel.
A galera foi à loucura com a música e eles ficaram em primeiro lugar. E aí os dois foram convidados para gravar essa música.
Nessa época eles nem imaginavam que estavam gravando o que viria a ser o funk de maior sucesso da história. Sem palavrão, sem álcool e drogas e sem apologia ao crime:
Eu só quero é ser feliz
Andar tranquilamente
Na favela onde eu nasci
E poder me orgulhar
E ter a consciência
Que o pobre tem seu lugar
Cidinho e Doca fizeram sucesso quase que imediatamente depois que o Rap da Felicidade foi lançado.

Rádios do Brasil inteiro começaram a tocar a música e rapidamente ela foi abraçada pelo povo como se fosse uma carta aberta, escrita em conjunto, por todas as favelas do Brasil:
Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer
Com tanta violência, eu sinto medo de viver
Pois moro na favela e sou muito desrespeitado
A tristeza e alegria aqui caminham lado a lado
A letra do Rap da Felicidade foi escrita por Julinho Rasta e Kátia Cileia, que acabaram morrendo sem o reconhecimento merecido.
O Julinho Rasta, também morador da Cidade de Deus, foi percussionista do MV Bill e morreu em 2010 por complicações causadas por uma tuberculose.

Já Kátia Cileia foi assassinada, esquartejada e morta, dentro da favela. Essa informação consta no livro “Dj Marlboro Na Terra Do Funk”, mas não existe nenhum outro registro sobre a morte dela na internet. Nenhuma notícia, nenhuma foto.
O Doca, que foi amigo da Kátia, conta que depois de alguns anos ela se mudou da Cidade De Deus e depois chegaram diferentes versões sobre a morte dela. Uma de que teria morrido de problema de saúde e a outra, mais difundida, foi essa, da morte cruel.
Rap da Felicidade já tem mais de 30 anos e nunca foi tão atual.
O que precisa ser feito para essa música virar coisa do passado?
Ouça o “Rap Da Felicidade”:
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Comentários (0)
Grande sacada do Raul. Todas as festas de formatura terminam tocando hap, e inevitavelmente esse que manifesta a esperança do formando em conquistar seu merecido espaço.