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Política de Primeira – MS

Mato Grosso do Sul: nos bastidores do poder. A notícia de forma leve e descontraída.

Por Henrique Shuto

Vazamento de anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro expõe estratégia eleitoral do PL em MS

Senado e governo de MS: plano do PL coloca Riedel, Reinaldo e Contar na disputa majoritária

Nas anotações reveladas nesta quarta-feira pelos jornais Folha de São Paulo e O GLOBO – que apontam como a cúpula nacional do PL avalia a situação de correligionários e aliados nos Estados para as eleições deste ano – nenhuma surpresa em relação a formação das chapas majoritárias. A chapa para governador seria encabeçada pelo governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição e as duas vagas ao Senado, segundo a anotação, seriam do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL).

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Com a ¨crise” instalada após a divulgação da anotação, uma possível tese – de que seria um texto apócrifo, colocando em dúvida a sua autenticidade – caiu por terra no momento em que o próprio autor, senador Flávio Bolsonaro, em entrevista coletiva reconheceu ser dele o texto e as anotações feitas à mão.

Tanto o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência como o deputado federal Marcos Pollon (PL), que aparece nas anotações com pedido de R$ 15 milhões para deixar a disputa eleitoral em MS (ele já declarou que é candidato ao governo do Estado) negaram a veracidade das informações contidas na anotação e deram as suas versões sobre o fato.

Como a divulgação das anotações – que apresentam um panorama das articulações do partido pelo país, como em Minas, onde haveria uma suposta tentativa do PL de afastar o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), da corrida pela sucessão estadual – devem impactar na formação das chapas nos Estados?

Diante das repercussões, o próprio Flávio em entrevista ao O Globo afirmou que as composições estaduais vêm sendo discutidas “há mais de um ano” e que nenhuma decisão é tornada pública sem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.