Política de Primeira MT

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  • Câmara de Rondonópolis antecipa eleição da Mesa Diretora para outubro

    Por: Francisca Medeiros

    A Câmara Municipal de Rondonópolis antecipou em quase dois meses a eleição da Mesa Diretora que comandará o Legislativo no biênio 2027-2028. Inicialmente marcada para 20 de dezembro, a votação será realizada em 23 de outubro. A mudança foi aprovada por 17 votos favoráveis na sessão desta quarta-feira (14), a partir de um projeto apresentado pelo vereador Renan Dourado (Republicanos).

    A proposta altera apenas a data da eleição, mantendo as regras de voto secreto, quórum, critérios de desempate e proibição de recondução ao mesmo cargo. Os integrantes da nova Mesa Diretora tomarão posse em 1º de janeiro de 2027.

  • MDB aciona TJMT contra regra sobre emendas de ex-deputados

    Por: Francisca Medeiros

    O diretório estadual do MDB acionou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para questionar um dispositivo de lei estadual que atribui ao presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) a gestão da execução de emendas parlamentares individuais de deputados que deixaram o mandato.

    O partido argumenta que a falta de critérios objetivos pode concentrar poder político nas mãos do presidente da Casa e permitir mudanças na destinação dos recursos por interesses políticos.

    Na ação, o MDB pede que a Justiça limite essa atribuição a procedimentos administrativos e operacionais, impedindo que a presidência da ALMT altere os beneficiários originalmente indicados pelos parlamentares por conveniência política.

  • Governo quer doar terra avaliada em R$ 54 milhões para criar assentamento

    Por: Francisca Medeiros

    O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) encaminhou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) um projeto de lei que autoriza a doação de uma área de 2,2 mil hectares, avaliada em R$ 54,2 milhões, para a reforma agrária em Santa Terezinha, a cerca de 1.300 quilômetros de Cuiabá.

    A propriedade, denominada Gleba Pelissioni II, deverá ser transferida à União, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), sem contrapartida financeira.

    A proposta prevê que a área seja destinada ao Programa Nacional de Reforma Agrária, com a criação de um assentamento rural. Segundo a justificativa enviada pelo governador aos deputados, a medida busca solucionar questões fundiárias na região, incentivar a agricultura familiar e reduzir conflitos no campo. O valor da propriedade e de suas benfeitorias consta em laudo elaborado pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) em 2026.

    A doação ainda depende da aprovação dos deputados estaduais. Caso o projeto seja aprovado, caberá à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) adotar as providências para formalizar a transferência à União. O governo não informou quantas famílias poderão ser beneficiadas pelo futuro assentamento.

Política de Primeira MS

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  • Azambuja se irrita com aliados que trocaram campanha de Flávio por Europa e pescaria

    Por: Henrique Shuto

    O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) não gostou nada de ver parte dos parlamentares eleitos pelo grupo político longe da campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Sem citar nomes, o ex-governador deixou transparecer a insatisfação com deputados federais e estaduais que, em vez de pedir votos para o candidato do partido, preferiram viajar para a Europa ou aproveitar os dias de folga para pescar no Pantanal.

    O que mais incomodou Azambuja foi o clima de “já ganhou” entre aliados. Para ele, eleição não se vence por antecipação, muito menos com parte do time fora de campo. A cobrança, ainda que sem destinatários identificados publicamente, tem endereço político: quem recebeu votos, conquistou mandato e integra o grupo precisa demonstrar compromisso quando o projeto está em disputa.

  • Puccinelli e Zeca do PT: como será a convivência dos ex-governadores na Assembleia de MS

    Por: Henrique Shuto

    Adversários históricos, os ex-governadores André Puccinelli (MDB) e Zeca do PT protagonizaram na última eleição para Assembleia Legislativa um embate particular. Quem seria o “vencedor”, com maior número de votos? Zeca foi melhor e venceu André com uma diferença 2112 votos.

    Questionado sobre como seria o relacionamento com Zeca, com quem teve vários embates nos últimos anos, ele respondeu ao podcast Política de Primeira que não haverá problemas da sua parte. Declarou que respeita o colega como pessoa e, inclusive, parabenizou-o por ter recebido mais votos. O ex-governador ressaltou que a convivência será pautada pelo respeito mútuo, embora admita que poderá ocorrer um confronto de ideias, já que pertencem a campos políticos distintos — ele se define como centro, enquanto Zeca é de esquerda,

    Sobre a sua atuação na Assembleia Legislativa, André Puccinelli declarou que, como democrata, pretende parabenizar todos os 23 parlamentares eleitos e estender a mão a eles, enfatizando que as divergências eleitorais devem ficar no passado em prol do pensamento pelo Brasil e pelo estado de Mato Grosso do Sul,

  • Puccinelli reconhece capacidade de Simone Tebet, mas vê erro em suas alianças políticas

    Por: Henrique Shuto
    Montagem mostra ex-senadora e ex-ministra Simone Tebet (PSB) de mãos dadas com o presidente Lula (PT) e o ex-governador e deputado estadual eleito André Puccinelli (MDB) durante entrevista ao podcast Política de Primeira
    Montagem mostra ex-senadora e ex-ministra Simone Tebet (PSB) de mãos dadas com o presidente Lula (PT) e o ex-governador e deputado estadual eleito André Puccinelli (MDB) durante entrevista ao podcast Política de Primeira (Foto: Reprodução/Redes sociais e Júlia Ortega)

    Em entrevista ao podcast “Política de Primeira”, o ex-governador e deputado estadual eleito na última eleição, André Puccinelli (MDB), separou a competência administrativa de Simone Tebet (PSB) de suas escolhas políticas — e não aliviou nas críticas.

    O ex-governador reconhece que a ex-senadora é correta, capacitada e foi uma vice-governadora eficiente durante sua gestão. Mas na avaliação dele, Simone errou ao escolher o rumo político e se aproximar de alianças e posições incompatíveis com suas convicções. (abaixo, assista ao trecho do podcast Política de Primeira)

    “Ela foi uma competente gestora de Três Lagoas, tanto é que eu fui buscá-la para ser minha vice, foi uma competente auxiliar como vice-governadora, me ajudou muito. O êxito do meu governo não; o êxito do governo do André e da Simone. Eu acho que ela errou no caminho político, só isso. Eu divirjo dela, gosto dela, é minha amiga, mas ela errou no caminho político”, declarou Puccinelli.

    Ex-senadora sul-mato-grossense, Simone Tebet (PSB) foi ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula (PT) e foi derrotada na eleição para o Senado em São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT): ficou em terceiro lugar com 19,23% (8.342.968 votos).

    De perfil conservador, André Puccinelli deixou claro que não seguiria os passos da ex-aliada. A justificativa vai além da divergência pessoal: ele avalia que uma guinada desse tipo cobraria um preço diante de sua própria base eleitoral. Em outras palavras, Simone pode ter competência de sobra, mas, para o emedebista, isso não basta para justificar escolhas políticas que contrariam seu campo ideológico.

    Veja abaixo a íntegra do podcast Política de Primeira com André Puccinelli (MDB):

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