ALMT mantém veto de governador contra reajuste de 6,7% a servidores do Judiciário
A análise do veto ocorreu em votação secreta, conforme o regimento interno da Casa, e o placar refletiu a divisão entre os parlamentares: 12 votaram pela manutenção, enquanto 10 defenderam a derrubada.
Mesmo sob intensa pressão dos servidores do Judiciário, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso decidiu manter o veto do governador Mauro Mendes (União Brasil) ao projeto que concedia reajuste de 6,7% aos funcionários do Tribunal de Justiça. A recomposição salarial, defendida pelo TJ como necessária para repor perdas inflacionárias, foi barrada pelo Executivo sob o argumento de que a medida feriria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ao empurrar o Estado para além do limite prudencial de gastos com pessoal.

A análise do veto ocorreu em votação secreta, conforme o regimento interno da Casa, e o placar refletiu a divisão entre os parlamentares: 12 votaram pela manutenção, enquanto 10 defenderam a derrubada. O resultado apertado expôs o peso da articulação do Executivo, que mobilizou sua base para impedir qualquer avanço sobre despesas permanentes.
Nos bastidores, deputados admitem que a posição do governo foi decisiva. Mendes teme que o reajuste ao Judiciário provoque um efeito cascata, estimulando servidores de outros poderes a exigir o mesmo índice, o que ampliaria o impacto fiscal e comprometeria o equilíbrio das contas públicas, tema tratado pelo governador como prioridade absoluta.
Apesar disso, o projeto já havia sido aprovado duas vezes pelo Plenário, sempre com maioria. Ainda assim, o veto de Mendes, publicado no Diário Oficial de segunda-feira (1º), acabou prevalecendo na sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (3), frustrando a expectativa dos servidores por uma recomposição salarial ainda em 2025.
Leia mais
Mais lidas - 1 Eduardo Riedel fala de corte de gastos, Reforma Tributária e Eleições 2026 – Política de Primeira – Entrevista completa
- 2 Prefeitura de Várzea Grande institui recesso administrativo durante final do ano
- 3 Redução de benefícios tributários ganha urgência diante do risco de bloqueios no orçamento
- 4 Por que Nikolas Ferreira não pode ser candidato à presidência em 2026?
- 5 Carla Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF
- 1 Eduardo Riedel fala de corte de gastos, Reforma Tributária e Eleições 2026 – Política de Primeira – Entrevista completa
- 2 Prefeitura de Várzea Grande institui recesso administrativo durante final do ano
- 3 Redução de benefícios tributários ganha urgência diante do risco de bloqueios no orçamento
- 4 Por que Nikolas Ferreira não pode ser candidato à presidência em 2026?
- 5 Carla Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF





