Após barrarem comissão, vereador de Cuiabá diz que ‘cada um vota com sua consciência’
Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (9), o ex-secretário de Saúde Célio Rodrigues da Silva.
Após a abertura de comissão processante para investigar supostas irregularidades na Saúde de Cuiabá ser rejeitada na sessão desta quinta-feira (9), o vereador da base do prefeito Emanuel Pinheiro, Devair Cabral (PTB) disse que cada parlamentar vota com sua consciência e que a dele está “limpíssima”.

A comissão, proposta pelo vereador da oposição, Dilemário Alencar (Podemos), foi barrada na Câmara Municipal por 14 votos contrários e nove a favor – um vereador estava ausente. Veja aqui como votou cada vereador.
A proposta foi protocolada, depois da prisão do ex-secretário de Saúde da Capital, Célio Rodrigues da Silva, alvo da Operação Hypnos, que investiga um suposto esquema que teria se instalado na ESCP (Empresa Cuiabana de Saúde Pública) em 2021.
“Eu acho que a pessoa que deve tem que sofrer as sanções, sim. Quem desviou tem que pagar”, disse.
Questionado sobre o resultado da votação, Cabral respondeu que “a polícia está investigando” o ex-secretário e falou sobre as condições atuais da pasta.
“O próprio Tribunal de Contas [do Estado] falou que o prefeito deve R$ 213 milhões. Não é rombo, é dívida. E ele [Emanuel Pinheiro] tem que pagar até o último dia do mandato dele”, despistou.
‘Se gritar pela ladrão’
Durante a manhã, antes da comissão processante ser proposta, o vereador Demilson Nogueira (Progressistas) repercutiu a prisão do ex-secretário e alfinetou que, se fosse preso mais uma vez, poderia pedir música no Fantástico e sugeriu aquele clássico do samba cujo refrão é “Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”.
Célio Rodrigues Silva havia sido preso também em 2021 pela Polícia Federal.
A operação

A ação da Polícia Civil nesta quinta foi motivada por uma notícia crime apresentada pelo Gabinete de Intervenção na ECSP, após análise de notas fiscais de serviços e produtos em 2020 e 2021 e a suspeita de contratação de empresa fantasma para a distribuição de remédios.
Foram cumpridos durante a manhã, mandados de busca e apreensão, afastamentos cautelares de exercício da função pública, mandado de prisão preventiva, além do sequestro de cerca de R$ 1 milhão, sobre o patrimônio de suas pessoas e da empresa, investigados por suspeita de participarem do esquema.
Na casa do ex-secretário, foram apreendidos quase R$ 31 mil em dinheiro.
O Primeira Página tenta contato com a defesa de Célio Rodrigues da Silva.
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