Assassinato de petista no PR esquenta pré-campanha na Alems
Deputado petista usou a tribuna para expor sua indignação contra a intolerância política nesse período de pré-campanha eleitoral no país.
O assassinato do guarda municipal e dirigente petista Marcelo Arruda, durante a comemoração do aniversário de 50 anos, em Foz do Iguaçu (PR), no último domingo (10), esquentou o clima pré-eleitoral entre os deputados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, na sessão desta terça-feira (12).

O deputado Pedro Kemp (PT) usou a tribuna para expor indignação contra o que definiu como “intolerância política” nesse período de pré-campanha eleitoral no país, principalmente entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
“Tratou-se de um crime de ordem política. Não podemos minimizar a situação. Não podemos achar que é uma situação menor”, discurso Kemp.
Na fala, o petista disse que a violência na política é inaceitável. “A política é o espaço do debate de ideias. A política é o espaço de confronto de projetos. A política é o espaço em que se debate aquilo que se acredita e se quer para o país”.
A polêmica começou quando o deputado bolsonarista Coronel Davi (PL) tentou argumentar em defesa do presidente da República. Os ânimos se exaltaram.
Coronel Davi: “O senhor está falando que a política tem de ter um debate sério e o senhor não permite debater com o senhor? O senhor não é democrata”.
Pedro Kemp: “O senhor pode esperar 5 minutos democraticamente? O senhor veio defender o que aqui?”, perguntou Kemp.
Capitão Contar (PRTB) disse fora do microfone ao petista: “Defender o Adélio”.
Kemp: “Que defender o Adélio”, respondeu Kemp. “Um doente mental, que agiu por conta própria vocês querem jogar nas costas do PT? É esse o clima que vocês estão implantando no nosso país”.
Coronel Davi: “Vou acabar com toda essa sua narrativa. É só me permitir falar”.
Kemp: “Ah deputado, o senhor vem me ameaçar aqui? Esse palavreado nojento, nojento, de exterminar, de acabar. Vamos implantar a paz nesse país”, respondeu Kemp.
Coronel Davi: “O senhor não vem me intimidar”.
Kemp: “Eu não lhe concedi um aparte”.
Coronel Davi: “Se o senhor gritar, eu vou gritar mais alto. O senhor não é mais homem do que eu. O senhor me respeita”.
Kemp: “Quem não está me respeitando é o senhor. O senhor pode me ouvir para depois defender o que quiser? Para defender o que não tem defesa. E vai falar sobre o meu partido, que o PT é ladrão; que o Lula roubou. Mostra onde está o dinheiro que o presidente Lula roubou que eu vou fazer campanha para o seu presidente [Bolsonaro]. Mostra. Não dá pra falar assim presidente”.
Vou solicitar que seja ocupada a palavra ao nobre orador que ocupa a tribuna deputado Coronel Davi.
Paulo Corrêa, presidente da Alems
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A íntegra da discussão segue abaixo:
Sessões mais curtas
Quando Coronel Davi pediu uma parte do tempo do petista para debater sobre a morte do dirigente no Paraná, Kemp reclamou da redução de jornada dos parlamentares da Assembleia Legislativa.
“Eu não tenho condições de lhe dar um aparte senhor presidente até porque eu tenho que concluir meu discurso e o nosso Grande Expediente é de 30 minutos pelo Regimento Interno e eu acho que o nosso regimento deveria ser cumprido. Estou muito indignado com essa situação de sessões rápidas, de encurtamento de tempo. Acho que nosso dever é estar aqui no Plenário da Assembleia Legislativa debatendo as coisas importantes para o país”, reclamou o petista.
Em resposta, os integrantes da Mesa Diretora disseram que a mudança foi aprovada pelo plenário da Casa de Leis. Kemp, então, concordou em conceder um tempo ao final do Grande Expediente.
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