Cacerenses dizem que são voluntários na guerra entre Ucrânia e Rússia

Em vídeo, dupla diz estar pronta para "defender a liberdade" na Europa.

Dois jovens de Cáceres, a 250 km de Cuiabá, se alistaram como voluntários na guerra entre Ucrânia e Rússia. A informação foi divulgada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, na última sexta-feira (20).

Os homens afirmam estar na Ucrânia e que integram a Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, também conhecida como Legião Estrangeira.

No vídeo, os dois se apresentam como “soldado Periquito” e “soldado Arcanjo”. Fardados, em meio a um memorial para militares, eles explicam que se juntaram à legião para “lutar pela liberdade do povo ucraniano”.

A Legião Estrangeira foi criada pelo governo ucraniano após o início da guerra, em 2022, para receber voluntários internacionais dispostos a atuar no front. Desde então, brasileiros e cidadãos de diversos países passaram a integrar as tropas.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, no entanto, já emitiu comunicados alertando sobre os riscos da participação de civis brasileiros no conflito, especialmente sem qualquer vínculo oficial com as forças armadas nacionais.

A identidade civil dos dois cacerenses ainda não foi oficialmente confirmada, e também não há detalhes sobre como foi o processo de alistamento ou o tempo em que já se encontram no Leste Europeu.

Rússia x Ucrânia

A guerra na Ucrânia começou em 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia, uma região estratégica no Mar Negro.

A ação ocorreu após protestos populares derrubarem o então presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Yanukovych. Logo depois, grupos separatistas apoiados por Moscou iniciaram conflitos no leste da Ucrânia, nas regiões de Donetsk e Luhansk.

Mesmo após diversos acordos de cessar-fogo, os combates continuaram por anos. Em fevereiro de 2022, a Rússia ampliou o ataque com uma invasão em larga escala.

O presidente Vladimir Putin alegou que queria “desmilitarizar” a Ucrânia, mas a ofensiva foi condenada internacionalmente como violação da soberania ucraniana.

Desde então, o conflito causou milhares de mortes e milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas. O impacto da guerra se espalhou pelo mundo, afetando economias, cadeias de abastecimento e a segurança internacional. Voluntários de vários países, incluindo brasileiros, se juntaram ao esforço de guerra, em funções militares ou de apoio.

Os combates seguem intensos, especialmente no leste da Ucrânia. Tropas russas tentam avançar em áreas como Donetsk e Dnipropetrovsk. Ataques com mísseis e drones continuam a atingir cidades ucranianas — como o ocorrido em abril de 2025, quando 13 civis morreram em Kiev após o uso de mísseis de origem norte-coreana.

A guerra também chegou à região de Sumy, onde a Rússia tomou a cidade de Kostiantynivka, e há incursões ucranianas dentro do território russo, como na província de Belgorod. Analistas preveem que o conflito deve continuar pelo menos até o fim de 2025, com possibilidade de acordos pontuais, mas sem um fim definitivo à vista.

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