Alfredo da Mota Menezes

Alfredo da Mota Menezes

Coisas do Brasil real

Em busca de poder para enfrentar o STF, aliados de Bolsonaro articulam maioria no Senado e denunciam perseguição política; caso Zambelli e exílio de Eduardo expõem os bastidores.

O Brasil dando passos estranhos em certos lugares da politica. Um caso recente chama a atenção. Um grupo politico fazendo trabalho e esforço extra para, na eleição de 2026, eleger o maior número de senadores para ter no senado pelo menos metade mais um dos senadores.

O motivo? Ter força para fazer enfrentamento com outro poder. Poderiam assim enfrentar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e até cassar membros daquela corte de justiça.

STF

Propor cassação de membros dali para que se indique outro e que seja de acordo com o que o grupo pensa. Dizem que o Brasil está numa ditadura e que aquela maioria no senado levará o Brasil de volta para a democracia que imaginam que seja a real.

O caso da deputada Carla Zambeli está nesse pacote do momento politico. Ela e um hacker invadiram sistema de justiça e até fabricaram decisões. Foi condenada por ato provado como esse. Saiu do país.

O interessante é que as pessoas da extrema direita não admitem que seja condenada pelo STF ou que tenha o dedo do ministro Alexandre de Moraes. Falam em perseguição politica.

Foi provado ou não que ela cometeu aquele delito? Isso deveria ser discutido com mais vigor, mostrar, com mais detalhes, o que ocorreu para a sociedade se inteirar do tamanho do crime cometido. Falar em juridiquês para um assunto momentoso perante a opinião publica pode não chegar lá na ponta.

É claro que a justiça não precisa provar o que fez para agradar a opinião pública, tem que atuar de acordo com a lei. Mas num caso como a deputada Zambeli, com o barulho feito por outros correligionários dela, seria interessante mostrar com detalhes os motivos para punição a ela.

Um dos filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo, deixou o mandato de deputado e ficou morando nos EUA. Sabe usar a mídia social e está fazendo um barulho danado. Fala que fez o que fez e o que está fazendo porque sofria perseguição politica no Brasil. Daí o auto exilio.

Está lá pedindo até que autoridades do governo americano condenem atos do STF e enquadre Alexandre de Moraes. Para ficar lá seu pai destinou a ele dois milhões de reais, dinheiro que saiu da conta de doações que Bolsonaro recebeu de apoiadores em outro momento. .

Esse posicionamento da extrema direita sobre o atual o momento não é só desse grupo. A extrema esquerda nacional também fazia e falava as mesmas coisas esquisitas que a direita agora. Em 2017, como exemplo, a executiva nacional do PT criticava a indicação de Moraes para o STF. Alguns petistas da época até o chamava de golpista.

Esquerda e direita extremas, quando contrariados, ficam irritadas. Acham que sabem tudo e que estão ao lado do bem e da verdade. Coisas do Brasil real.

Leia mais

  1. Dois casos do exterior

  2. Nomes, candidaturas e conversas

Este conteúdo reflete, apenas, a opinião do colunista Alfredo da Mota Menezes , e não configura o pensamento editorial do Primeira Página.

Comentários (2)

  • Rosane

    Mas não foi sempre assim?? O governo não indicou o próprio advogado para o STF? Assim como a maioria dos ministros que estão lá não são em sua maioria indicados pelo partido desse atual governo?? Essa instabilidade que estamos vivenciando é legalmente aceitável?? O que estamos vendo são sucessivas perseguições onde um poder está passando por cima de outro, não deveria cada um cuidar do que lhe cabe?? Vemos hoje até jornalistas militando em favor de regular redes como se tivéssemos numa ditadura, mas esquecemos que se chega para um, chegará para todos a regulação….A constituição não mudou, mas na prática vemos ela ser interpretada a conveniência de cada um.

  • Marcelo

    Na verdade o STF está mantendo o Brasil em pé , o congresso só pensa em emendas, tende a favorecer quem quer a internet como terra sem dono onde tudo pode de acordo com faturamento das bigteques. O Brasil deve muito ao STF e aos generais que tem juízo na cabeça.

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