Conselheiro suspeito de agredir menino é destituído em Campo Grande
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) afastou o então conselheiro, atendendo à decisão judicial
Oito dias após tomar posse entre os 40 novos conselheiros tutelares de Campo Grande, Daniel Castro Lima foi destituído do cargo. O CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) afastou o então conselheiro, atendendo a decisão judicial.
Daniel é suspeito de agredir uma criança em um posto de saúde de Campo Grande, em agosto do ano passado.

A destituição foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande, nesta quinta-feira (18). Daniel havia sido nomeado para ocupar vaga no Conselho Tutelar da região do Anhanduizinho/Bandeira graças a uma decisão judicial, apesar dos antecedentes.
Durante o processo de habilitação dos candidatos a conselheiro tutelar, é apresentado um “nada consta” emitido pela Justiça. Nessa certidão de antecedentes, só aparecem condenações já transitadas em julgado. Investigações policiais não constam.
Ele foi substituído pela conselheira Alice Arakaki Yamazaki.
O Diário Oficial de hoje ainda traz o afastamento da conselheira Mariany Ferreira Macedo. Ela pediu para deixar o cargo e, no lugar dela, assume Sérgio Luiz Barbosa Júnior. A publicação também convoca os novos conselheiros para a “II Formação Continuada para Conselheiros Tutelares”, do CMDCA-CG (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Campo Grande), nos dias 22 a 26 de janeiro.
A denúncia
De acordo com boletim de ocorrência sobre o caso, a suposta agressão ocorreu no dia 30 de agosto, na UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Jardim Paradiso. Na ocasião, Daniel atuava como técnico de enfermagem da unidade.
À polícia, a mãe do menino disse que levou o filho para retirar os pontos da cirurgia na cabeça a qual ele foi submetido. O garoto foi atendido por Daniel e, ao ser colocado na maca pelo técnico, a criança perguntou para o profissional se o procedimento iria doer.
“Vai doer e muito, vai sair sangue e vou precisar de umas cinco pessoas para te segurar”, teria dito o rapaz, antes de ir para outra sala e deixar o garoto chorando. Ainda conforme o registro policial, Daniel retornou do outro cômodo falando no celular, “deu um tapa no ombro” do garoto e falou “fica quieto, eu estou no telefone”.
Em seguida, conforme o boletim, o técnico teria dado um tapa na parte de trás da cabeça da criança e repetiu “já mandei você ficar quieto”. Foi então que a mãe do paciente pediu para Daniel não fazer o procedimento. A retirada dos pontos foi feita por outras 4 profissionais de saúde da UBSF.
Assim que deixou o local, a mãe procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência por vias de fato contra Daniel. A reportagem não conseguiu o contato do técnico de enfermagem. O espaço segue aberto.
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