Reforma pode reduzir R$ 200 milhões de gastos aos cofres de Campo Grande

Prefeita Adriane Lopes (PP) falou pela primeria vez após vereadores aprovarem reforma administrativa

A prefeita de Campo Grande Adriane Lopes (PP) falou pela primeira vez após vereadores aprovarem, nesta quarta-feira (11), o projeto do próprio Executivo que garante uma reforma administrativa. Em entrevista exclusiva à TV Morena, ela prometeu que as mudanças podem gerar uma economia de até R$ 200 milhões anualmente aos cofres públicos da Capital.

Adriane Lopes em entrevista exclusiva à TV Morena
Adriane Lopes em entrevista exclusiva à TV Morena (Foto: Reprodução)

“A economia hoje é em torno de R$ 200 milhões ao ano. Reestruturamos, transformamos secretarias, otimizamos serviços, diminuindo o RH, jurídico, assessoria, até assessoria de comunicação. Criamos um novo modelo”.

Adriane Lopes (PP)

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Diante dos questionamentos, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a reforma foi elaborada com base nas necessidades da população campo-grandense e que precisava ser realizada rapidamente para reduzir cerca de 30% da máquina pública.

Segundo a prefeita, a redução de gastos e da folha de pagamentos garante melhorias nos serviços ofertados pelo município.

“Diminuindo gastos, mas investindo em melhorias. Aquilo que a gente diminui de gastos, nós vamos investir na cidade: novas obras, melhorias e também em tecnologia e inovação para que a gente foque dentro da gestão pública municipal”.

Adriane Lopes (PP)

Como ficaram as secretarias após reforma?

A sessão extraordinária de votação ocorreu com o plenário cheio. Representantes de setores pressionaram pela não aprovação da reforma. A sessão foi marcada por protestos e pressão dos setores envolvidos.

Com a reforma administrativa aprovada, as secretarias da Juventude (Sejuv), Cultura e Turismo (Sectur) e de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) serão extintas.

Além disso, serão criadas secretarias executivas da Juventude, da Mulher e de Cultura, que estarão vinculadas à Secretaria de Governo e Relações Institucionais.

A prefeita destacou que as pastas voltadas à cultura, juventude e meio ambiente, que serão extintas, e as demais que serão incorporadas a outras secretarias terão o patamar elevado, proporcionando maior poder de execução de projetos.

“Nesse primeiro momento da reestruturação, as pessoas questionam bastante, mas essa reestruturação foi feita com uma equipe altamente preparada, uma equipe técnica. Nós estamos buscando, na transversalidade das secretarias, trazer mais resultados para a cidade. O patamar elevou. E aquilo que foi destituído eram secretarias criadas sem fonte de recurso”.

Adriane Lopes (PP)

Cargos comissionados

Uma das bandeiras na campanha de reeleição de Adriane foi a regressão no número de cargos comissionados, na prefeitura de Campo Grande. Durante a entrevista, a chefe do Executivo garantiu que haverá uma reestruturação.

“O impacto na folha de pagamento, na folha de pessoal dos comissionados, em relação aos servidores da prefeitura, é de 5%. Porém, terá regressão em todas as áreas, inclusive comissionados. Essa regressão de 30% impacta não só as despesas de custeio, mas também as folhas de servidores e, com certeza, comissionados não estão de fora dessa redução”, destacou a Adriane Lopes.

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