Defesa afirma que tem provas de armação contra Marquinhos Trad
O ex-prefeito responde por importunação sexual contra três vítimas, favorecimento da prostituição ou exploração sexual contra outras três mulheres, e assédio sexual contra uma delas
Diante da denúncia feita pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) contra Marquinhos Trad, ex-prefeito de Campo Grande, a advogada Andrea Flores reafirmou ter provas concretas de que as acusações por crimes sexuais contra sete mulheres não passam de “armação” para atrapalhar a carreira política do cliente. Na argumentação da advogada, a verdade dos fatos foi desconsiderada, apesar do conteúdo já anexado ao processo.

Segundo Andrea Flores, ao denunciar Marquinhos pelos crimes sexuais, o promotor Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, desprezou todo o caminho percorrido pela defesa até aqui, como os habeas corpus conquistados junto ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e as provas de que os depoimentos das mulheres contra o ex-prefeito seriam falsos.
“Nós temos ainda um habeas corpus que foi concedido a ordem pelo TJMS, mas o Ministério Público recorreu, então o promotor não considerando esse trancamento e denunciou por essas moças. Temos um outro HC que ainda está em julgamento virtual desde o dia 18 do mês passado. E em relação a duas outras vítimas que a gente não entrou com o HC, no caso de uma delas, a gente fez o pedido para o próprio promotor. Protocolamos na semana passada, pedindo arquivamento e juntando uma série de provas, de que ela sequer esteve na prefeitura”.
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Ao Primeira Página, a advogada alegou que as informações extraídas do computador da Prefeitura de Campo Grande, e do próprio celular da suposta vítima, mostram que ela não esteve no paço municipal no ano em que os fatos teriam acontecido, nem na mesma região. “E também isso foi desconsiderado, infelizmente, no oferecimento da denúncia”.
“Temos também mais provas de uma pessoa ligada a uma delas, que confirma armação, nos dá detalhes, de quanto recebiam, a proposta para que elas viessem a ter cargo no Governo, então também temos isso e já juntamos para o promotor”.

Além disso, a defesa afirma que ao contrário da imprensa, até agora não teve acesso à denúncia na íntegra, mesmo procurando a 15ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e a 3ª Vara Criminal de Campo Grande. “O processo sequer aparecia o nome do Marquinhos, estava como indiciado a apurar. Agora a gente vai aguardar, que seja franquiado o acesso aos autos para que a defesa tenha o contato com a denúncia assim como a imprensa já teve”.
A denúncia do MPMS encaminhada ao judiciário aponta que o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) praticou ao menos três crimes contra 7 mulheres.
Trad é denunciado por importunação sexual contra três vítimas, favorecimento da prostituição ou exploração sexual contra outras três mulheres, e assédio sexual contra uma delas. O documento detalha troca de mensagens, relações sexuais no banheiro do gabinete da prefeitura e promessas falsas de emprego feitas pelo político e pelo empreiteiro André Luiz dos Santos.
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