Desafio é terminar obras inacabadas, diz prefeita de Campo Grande
Entre elas, o projeto do Centro de Belas Artes; segundo Adriane Lopes, a construção está em andamento e a entrega do novo centro cultural de Campo Grande deve ser feita ainda este ano
Terminar obras que há anos o campo-grandense espera. Esse é o principal desafio de Adriana Lopes (Patriotas) para os próximos dois anos à frente da capital de Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao Bom Dia MS, nesta quarta-feira (11), a prefeita deu detalhes sobre os primeiros nove meses de mandado e faltou sobre o andamento de projetos importantes, um deles, é o construção do Centro de Belas Artes, que após anos parada, deve ser entregue ainda em 2023.

Para a jornalista Maureen Mattiello, a prefeita revelou também os motivos pela revitalização ainda estar atrasada e deu informações sobre o andamento de outras duas obras; as contenções na Ernesto Geisel e do novo acesso ao Bairro Moreninhas. Além disso, comentou os próximos passos para fortalecer a equipe da administração municipal.
O repórter Fabiano Arruda também repercutiu a entrevista na programação da Morena FM, confira ?
?️Confira a entrevista na íntegra aqui no Primeira Página:
Como é administrar uma capital com quase um milhão de habitantes e ainda, conciliar o dia a dia da família, filhos, marido…
“Talvez o maior desafio da minha vida. Vim acompanhando como vice-prefeita, distante, ali nos bastidores, conhecendo da gestão, dos processos administrativos da prefeitura municipal e vim ser a possibilidade de ser. No meu caso a possibilidade aconteceu. Assumimos a prefeitura com muita responsabilidade em abril, dando continuidade em alguns projetos que foram pactuados e determinados em cima daquilo que era anseio da população. Ouvindo a população de Campo Grande. Agora o maior desafio, é fazer essas entregas pontuais que a população espera da gestão”.
Na área social, é visível o aumento da população em condição de rua. A prefeitura já tem número desse contingente e algum projeto para cuidar desse público?
“Nós temos um projeto que se iniciou antes da pandemia e na pandemia ele foi fortalecido, no acolhimento institucional dessas pessoas. Ai percebemos que recebemos pessoas de outros países, que falam outros idiomas e que tinham dificuldade de serem encaminhadas para o mercado de trabalho. Então nós fizemos uma rede de apoio”.
“A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul disponibilizou curso de português de graça. As vezes a maior dificuldade da pessoa é a língua, então nos encaminhamos agora para a universidade, onde eles tem a oportunidade de aprender a língua totalmente gratuito. Nós temos hoje em Campo Grande quatro unidades de acolhimento, que acolhem essas pessoas estando em família ou individual, homem ou mulher, numa possibilidade de encaminhamento para o mercado. Muitos não querem ser encaminhados para o mercado de trabalho. Então a gente acolhe, com a possibilidade também, dentro das regras do município e daquilo que é a realidade, encaminhá-las para o destino. Muitos estão de passagem na capital e são esses que chegam e estão no semáforo, são novatos. Porque nós temos uma triagem, dessa população em situação de vulnerabilidade”.
“Diariamente recebemos pessoas que chegam na capital, mas temos uma equipe pronta e preparada para acolher e dar dignidade se a pessoa quiser permanecer na capital”
Aos poucos a senhora vem mudando o secretariado que herdou da antiga administração, por que as mudanças? os resultados estavam aquém do esperado?
“Eu acho que uma mudança de projeto. Mudou de mão, mudou a gestão, e nós vamos implementar ações pontuais numa outra visão, diferente. Respeito a condução que o Marquinhos fez, mas de agora em diante trabalhando com uma gestão que está otimizando processos, diminuindo o tempo, viabilizando e modernizando as nossas ações”.
“Alguns secretários saíram a pedido, foram para novos desafios e os que ficaram, estão comigo dando continuidade nessa gestão com muito compromisso e responsabilidade”.
Esse processo de mudanças de titulares das pastas continua ou já terminou?
“Nos ainda estamos formulando. Alguns secretários ainda estão pedindo, colocando o cargo em disposição, como aconteceu com o Max ontem né? Secretário de cultura do município, que recebeu um convide para um desafio maior e foi para esse desafio. Então esses nos estamos substituindo”.
Como está a costura de uma base mais sólida na câmara dos vereadores? Já que seu partido (Patriotas) tem apenas dois vereadores de uma câmara com vinte e nove vereadores.
“Desde que assumimos a gestão estivemos na Câmara conversando com o presidente, com todos os vereadores e tivemos um bom alinhamento, estamos caminhando pacificamente e harmonicamente. E nós pretendemos iniciar o ano legislativo também visitando a Câmara e buscando essa parceria que é essencial para o avanço dos projetos e para melhor atender a população da nossa cidade”
Falando sobre algumas obras emblemáticas, a senhora tem mais dois anos de mandato, pretende concluir o Centro de Belas Artes? É possível?
“Sim, o projeto está voltado para a cultura, ele teve alguns problemas nesses encaminhamentos, mas hoje a obra está caminhando tranquilamente. A primeira empresa licitada desistiu da obra, a segunda retomou e a obra está em andamento para ser entregue, possivelmente, esse ano ainda para a população tanto espera. Vai ser um espaço cultural”.
“Nos estamos avançando, isso está no nosso radar e a obra está acontecendo”
As obras de contenção e drenagem da Ernesto Geisel já duram anos, mas sem conclusão//e cada chuva forte, parte o que foi feito, é levado//existe alguma previsão?
“Essa obra da Ernesto Geisel é uma obra que iniciou a muitos anos, em 2012. Essa contenção a gente constantemente tem avarias com a chuva, com essa mudança climática que estamos vivenciando, não só no Brasil, mas em todo mundo, nos temos recursos para as contenções até a rua do Aquário, nos estamos viabilizando essa obra para que em uma chuva torrencial, que nós vivenciamos recentemente, a gente pode estar ali com a obra terminada”
“É uma obra que tem um valor altíssimo, então para finalizar nos sentamos com a bancada federal em dezembro, estamos buscando recursos e agora também em parceria com o governo do estado, para que a gente possa avançar para o término dela. Eu acho que o término dela ainda não aconteceu pelo valor que essa obra tem estimado, que é um valor altíssimo e que muitas vezes a administração municipal não dispõe desse discurso”.
Governo do estado já disse que tem recursos para o novo acesso para as Moreninhas, qual o prazo para início das obras?
“Essa obra está em andamento. Doze áreas já foram desapropriadas e ainda nesta semana nos vamos publicar um decreto de utilidade pública de outras áreas, 43 áreas que fazem parte desse traçado onde será duplicado a avenida, a avenida será duplicada, tendo acesso ali pela Santa Felicidade, que é o início, antes de chegar as Moreninhas. Aqueles bairros, Cidade Morena, Santa Felicidade, serão todos revitalizados, drenagem, revitalização. E também, próximo a Guaicurus, onde será o acesso final, dando ali mobilidade, trazendo para os moradores daquela região uma nova possibilidade, encurtando tempo deles até o centro”.
Que marca você pretende deixar nesses dois anos em exercício?
“Meu maior desafio é terminar as obras que foram iniciadas na gestão passada, e até em gestões passadas, e entregar para a população de Campo Grande, escolas, equipamentos públicos na área da saúde, que iniciamos ontem a revitalização desses equipamentos que são necessários, trazendo mais conforto, comodidade e atendendo os moradores de Campo Grande, cada cidadão que tem reivindicado melhoria em diversas áreas. Problemas tem na nossa cidade? Tem, como qualquer outra cidade, e o meu maior desafio é fazer as entregas buscar as soluções dos problemas e atender os anseios dos moradores da nossa cidade”
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