Do café ao puxão de orelha familiar: Eduardo Riedel revela nova rotina

Ao assumir responsabilidade de chefiar o MS, Riedel viu o simples da rotina familiar se transformar; governador conversou com equipes da RMC e primeira parte da entrevista vai ao no MS2 desta quinta

A rotina de Eduardo Riedel (PSDB) começa cedo. E foi antes mesmo das 7 da manhã, após sessão de fisioterapia, que o governador de Mato Grosso do Sul recebeu equipes da RMC (Rede Matogrossense de Comunicação) em sua casa, na última sexta-feira (9). Em um bate papo exclusivo, o líder do Executivo estadual falou sobre relações pessoais e destacou os impactos na vida familiar, após assumir o que chama de “maior desafio de sua vida”, chefiar o estado.

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul (Foto: Liniker Ribeiro)
Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul (Foto: Liniker Ribeiro)

Investimentos, parcerias – que envolvem ligações políticas -, relacionamento com o Governo Federal, assistência para famílias carentes, ICMS para combustíveis e obras pelo estado foram alguns dos outros assuntos abordados.

A primeira parte da entrevista com o governador tucano vai ao ar na edição desta quinta-feira (12) do MS2, que começa às 18h10, na TV Morena. Porém, o Primeira Página te adianta, agora, trecho da conversa entre o governador e a jornalista Lucimar Lescano.

O que mudou?  

Aos 53 anos, Eduardo Riedel venceu a primeira eleição em que disputou cargo eletivo, em outubro de 2022. A vitória veio no no segundo turno, quando obteve 808.210 votos (56,90%). A disputa foi contra Capitão Contar (PRTB), que teve 43,10% da preferência do eleitorado.

Biólogo, mestre em zootecnia, especialista nas áreas de gestão empresarial e gestão estratégica, Riedel foi responsável por comandar importantes pastas do governo de Mato Grosso do Sul, nos últimos oito anos, na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB). Porém, os cargos assumidos por ele, até aqui, nunca exigiram tantas mudanças na vida pessoal como agora.

O peso de comandar um estado inteiro, segundo o governador, é sentido até mesmo na hora de escolher como passar o tempo livre com a família. As mudanças, que envolvem até a segurança dos familiares, chegaram a ser motivo de “puxão de orelha” da filha.

Família Riedel durante café da manhã (Foto: Liniker Ribeiro)
Família Riedel durante café da manhã (Foto: Liniker Ribeiro)

“Para eles [os filhos], a observação maior foi a visão pública e política. Nós sempre tivemos nossa vida muito reservada. Eu sou empresário, trabalho, eles também, são empreendedores. Com essa exposição, combinar de ir ao cinema. Como faz? Porque tem que ter acompanhamento, a gente não gosta disso. Mas é pelo protocolo”, explicou Riedel.  

Casado com a designer Mônica Morais Dias Riedel, Eduardo Riedel é pai de dois filhos: Marcela e Rafael – este último se formou e, atualmente, não mora em Mato Grosso do Sul. É ao lado dos familiares que o dia começa, sempre com um bom café da manhã. O Primeira Página até conseguiu arrancar um segredo da família, enquanto pais e filha se alimentavam. (Descubra no vídeo abaixo).

Confira o que mais revelou Eduardo Riedel durante a entrevista:

Lucimar: O que não pode faltar no café da manhã? 

Riedel: Aqui em casa é banana. Também tem mamão. Normalmente, eu como uma fruta só, um cafezinho preto, meu segredinho da imunidade, açafrão, limão e própolis, todo dia. Não sei se funciona, mas me faz bem.  

– Soube da Mônica que você não costuma comer tudo o que ela gostaria. Ela te força a comer um pouquinho, é isso?  

Mônica responde: Até aquele ovo ali, que a Marcela está comendo, eu pergunto: você não quer um ovo?’, mas ele sempre fala ‘não, deixa a banana’ e vai. Mas, pelo menos ele come a banana, já sei que a granola é boa, então, já está alimentado. E, quando ele sai, não sabe que horas ele vai comer depois. Então, ele já sai alimentado.  

Lucimar Lescano entrevistando Eduardo Riedel (Foto: Liniker Ribeiro)
Lucimar Lescano entrevistando Eduardo Riedel (Foto: Liniker Ribeiro)

– Passa pela sua cabeça aquele sentimento de que muitas pessoas não conseguem nem tomar um café da manhã antes de ir ao trabalho, ou à procura de um trabalho, e agora, o senhor como governador, com uma responsabilidade ainda maior, diante desse problema que se agravou na pandemia? 

Passa sim. Não só a disponibilidade do alimento, mas a dificuldade de chegar ao trabalho, ou ter um trabalho. A pessoa que sai de casa, às vezes chega uma hora e meia depois, sem se alimentar direito para poder trabalhar. São desafios que a gente tem, como um país em desenvolvimento, em gerar oportunidade para todos e a minha responsabilidade é grande, a gente sente o peso, no dia a dia, mas a gente tem trabalhado focado na política pública para equacionar isso. Às vezes, temos esse sentimento e é isso que nos move, só que você tem que ter planejamento, organização, saber onde quer chegar. Porque, senão você não resolve esse problema. Não adianta passar pela cabeça, ir lá, ajeitar ou falar, você tem que buscar os caminhos, criar uma situação diferente para essas pessoas.  

– Notícia, o governador consome informação desde cedo?  

Pouco, hoje em dia a informação está aqui, né (aponta pro celular), então eu não assisto televisão cedo, jornais, notícias, a gente recebe clipping, tudo aqui. Então, no caminho a gente vai vendo as notícias.  

– Alguma decisão importante foi tomada no escritório que o senhor tem em casa? (Confira a resposta no vídeo abaixo).

– Algum amuleto? 

Durante a campanha, eu recebi alguns com histórias incríveis. Alguém que viajou para Israel, outro que foi pra Europa, em algum centro de muita fé, trouxeram e me deram. Pessoas muito simples, estiveram em Aparecida ‘paguei uma promessa’. Então, eu juntei esses elementos, trouxe para o meu gabinete (falou passando em frente governadoria) e estou organizando 

Mônica, primeira-dama de MS, também conversou com a jornalista Lucimar Lescano (Foto: Liniker Ribeiro)
Mônica, primeira-dama de MS, também conversou com a jornalista Lucimar Lescano (Foto: Liniker Ribeiro)

– E essa posição de primeira-dama?

Mônica responde: Eu falo que a ficha não cai de uma vez só. Às vezes, você tem uma demanda, ou as pessoas falam alguma coisa e você pensa: ‘nossa, realmente, estou nesse posto agora’. Mas, assim, é tentar levar a vida normal e ajudar no que eu puder. Participar, como eu sempre participei de tudo, onde ele esteve, eu sempre estava junto, até para entender a ausência. 

Riedel complementa: Você acaba sendo consumido pela rotina, num posto como esse e a gente tem uma vida grande fora, nossos negócios. Ela acaba ajudando muito, vai pra fazenda, acompanha, está junto e isso me dá tranquilidade também. 

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