Empresários ficam em silêncio em interrogatório da CPI da Saúde
Foram feitas 261 perguntas a empresários ligados à empresa MedTrauma, que teve contrato firmado com o governo de Mato Grosso durante a pandemia do coronavírus.
Quatro empresários ligados à empresa MedTrauma, convocados para comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura irregularidades na Secretaria de Saúde (SES-MT) durante a pandemia de Covid-19, não responderam a 261 perguntas feitas durante o interrogatório dessa quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa (ALMT). O silêncio é um direito constitucional.
Foram convocados Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião.

Os três depoentes chegaram a obter um habeas corpus (HC) na Justiça para não comparecerem à audiência, mas o Tribunal de Justiça cassou a liminar.
Os questionamentos feitos para ter esclarecimentos sobre as supostas irregularidades abordaram contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).
Também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.
Na reunião realizada no começo do mês de junho, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan, responsáveis pela condução da Operação Espelho, deflagrada em 2021 para investigar supostas irregularidades envolvendo contratos firmados pela pasta, também ficaram em silêncio ao serem questionados.

Próximos passos
A próxima reunião da CPI da Saúde será na quarta-feira (26), quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, e a ex-secretária adjunta, Caroline Campos Dobes.
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