Famato nega participação do agro em protestos e ressalta preocupação com radicalismo

A Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso) negou que haja a participação do segmento do agronegócio nos protestos e fechamento de rodovias no estado. Segundo o presidente da entidade, Normando Corral, os protesto são de uma parte da população que ficou descontente com a vitória de Lula (PT), mas vê com preocupação o radicalismo nos atos.

Normando Corral é presidente da Famato. (Foto: Reprodução)
Normando Corral é presidente da Famato. (Foto: Reprodução)

Para ele, o que está acontecendo é uma manifestação espontânea de desapontamento com o resultado das urnas. Entretanto, ressalta que a radicalização de ambos os lados pode prejudicar a questão.

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“Proibir o direito de ir e vir das pessoas não se deve fazer. Eu sempre repudiei esse tipo de comportamento, como pessoa e também institucionalmente em todas as instituições que eu representei”, disse.

O presidente avalia que ainda é cedo para prever se haverá prejuízo à produção de Mato Grosso. “É cedo para falar ainda. Nós estamos na época de plantio, ainda pode atrapalhar alguma coisa, desde a chegada de de óleo diesel, essas coisas”, disse.

No entanto, ressalta que o protesto atrapalha as pessoas. “Atrapalha o trânsito de pessoas. E você impedindo o trânsito, que como é que você vai saber que aquelas pessoas estão passando por aí? Qual que é a necessidade delas de estar indo? Às vezes são pessoas que estão levando alguém doente, estão doentes ainda, procura de um auxílio num centro maior, como é que vai resolver isso aí? Quem vai decidir? Quem É Aquele que está lá controlando esse movimento, que é espontâneo? Isso é muito ruim”, afirmou.

Eleição

Normando não escondeu a preferência do agro de Mato Groso por Jair Bolsonaro (PL), mas disse que, apesar dele não ser reeleito, o Congresso Nacional será de centro-direita em 2023. O que, em sua avaliação, trás tranquilidade.

Segundo ele, o receio da entidade com um futuro governo Lula é com relação a segurança jurídica. “Principalmente contra esses movimentos ditos sociais, para os que não são, como MST”, argumentou.

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