Greve dos Correios pode afetar entrega de urnas em MT? Sindicato explica
Segundo o Sintect-MT, expectativa é que paralisação termine antes do início das operações eleitorais; caso movimento continue, trabalhadores em atividade devem priorizar a logística das urnas.
Com os trabalhadores dos Correios em greve por tempo indeterminado em Mato Grosso, a categoria prevê priorizar a entrega de urnas e outros serviços relacionados às eleições caso a paralisação continue até o início da operação eleitoral. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso (Sintect-MT), cerca de 30% dos funcionários permanecem trabalhando.
De acordo com o secretário-geral do Sintect-MT, Edmar Leite, ainda há tempo até o início da logística eleitoral, e a expectativa dos trabalhadores é de que um acordo seja alcançado antes desse período.

Caso a greve permaneça até as operações eleitorais, a orientação, segundo ele, é priorizar os serviços relacionados às eleições com os trabalhadores que continuarem em atividade. Conforme Edmar, cerca de 30% da equipe permanece trabalhando durante a paralisação.
Nesse cenário, parte desse efetivo seria direcionada prioritariamente às entregas relacionadas às urnas e à operação eleitoral.
Greve tem adesão parcial em Mato Grosso
Os trabalhadores dos Correios em Mato Grosso aderiram à mobilização nacional após a categoria rejeitar a proposta apresentada para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. A paralisação ocorre por tempo indeterminado e tem, entre os principais pontos de impasse, o plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes.
Segundo representantes dos trabalhadores, há preocupação com possíveis alterações na forma de manutenção do plano e com os impactos que as mudanças poderiam provocar no custeio e na assistência médica.
Os Correios informaram que a adesão à greve é parcial em Mato Grosso e que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da paralisação.

A rede de atendimento permanece aberta ao público. Entre as medidas adotadas pela empresa estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões.
Negociação foi parar no TST
Após o encerramento da mediação sem acordo, os Correios ajuizaram pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a empresa, durante as negociações foram mantidas 78 das 80 cláusulas do atual Acordo Coletivo de Trabalho, além da recomposição da inflação sobre salários e benefícios, mas não houve consenso entre as partes.
O TST havia reunido representantes dos Correios e das federações sindicais em uma tentativa de mediação antes da deflagração da greve. Os Correios afirmam que seguem acompanhando a operação no país e poderão adotar novas medidas de contingência conforme a evolução do movimento, com prioridade para manter os serviços e reduzir impactos aos clientes.
Outro lado
Os Correios asseguram que a operação logística para a entrega dos materiais e das urnas eletrônicas referentes às Eleições 2026 no Mato Grosso será realizada integralmente, em conformidade com os serviços contratados.
A empresa acionou seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no dia 10/9.
Entre as medidas adotadas está a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.
Vale destacar que a rede de atendimento permanece aberta ao público.
Negociações
Os Correios ajuizaram, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.
A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.
A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.
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