'Não há clima', diz presidente da ALMT sobre CPI dos consignados
Segundo Max Russi, uma investigação parlamentar teria sido mais pertinente no momento inicial da crise, quando a Assembleia ainda poderia ter assumido protagonismo no processo.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), se posicionou contrário, nesta quarta-feira (11), à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades nos consignados dos servidores públicos estaduais.

Segundo o presidente da Casa de Leis, uma investigação parlamentar teria sido mais pertinente em um momento inicial da crise, quando a Assembleia ainda poderia ter assumido protagonismo no processo.
“O clima para CPI a gente perdeu! No primeiro momento, a assembleia poderia ter feito a CPI porque traríamos os órgãos de controle e de fiscalização para dentro da CPI. Não foi feito! Então, deixou-se o TCE fazer uma câmara técnica. A gente tem que acreditar no trabalho do TCE”, disse Russi.
O presidente Max Russi ainda afirmou que a “Polícia Civil faz um trabalho muito forte” juntamente com o Ministério Público. Com o avanço das investigações por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE), da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), Max Russi argumenta que uma CPI hoje teria pouco a acrescentar ao que já está sendo feito por essas instituições.
“São 3 instituições que eu não vejo como uma CPI da Assembleia possa avançar além do que esses órgãos estão fazendo”, destacou.
Ainda segundo Russi, as medidas já foram tomadas pelo Executivo estadual com base nas investigações que estão em andamento, como a suspensão de contratos com instituições financeiras envolvidas nas operações de crédito consignado.
“O Estado já suspendeu um banco, depois suspendeu mais dois. Já fez algumas tratativas fruto dessas investigações”, destacou.
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