Nem ameaça de multa desmobiliza ato pedindo golpe na Duque de Caxias

O grupo ocupa a avenida desde segunda-feira, dia 31 de outubro, mas foi no Feriado de Finados que o movimento tomou força na capital

Apesar das rodovias estarem liberadas em todo Mato Grosso do Sul, as manifestações contra o resultado das eleições continuam. Em Campo Grande, um grande grupo acampa pelo quarto dia seguido em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste). Nesta quinta-feira (3), parte da Avenida Duque de Caxias, sentido ao Aeroporto, está bloqueada, com vários carros estacionados o canteiro central.

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Movimentação na tarde desta quinta-feira na Duque de Caxias (Foto: Giovanna Dauzacker)

O grupo ocupa a avenida desde segunda-feira, dia 31 de outubro, mas foi no Feriado de Finados que o movimento tomou força na capital. Insatisfeitos com a eleição de Lula (PT), se uniram para pedir recontagem pública dos votos, com o apoio do Exército, “intervenção militar” e “intervenção federal”, ideologias contrárias a própria Constituição Federal.

No início da tarde desta quinta, o trânsito flui normal na região, mesmo com uma das pistas da avenida interditada. Perto das grades do quartel, cadeiras foram colocadas pelas pessoas que decidiram “morar” em frente ao quartel. Ali, embaixo de uma fileira de árvores, elas conversam e passam o dia em um ato que chamam de “resistência civil”.

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Os carros parados na grama que divide a via, também mudaram o cenário e dão impressão de um estacionamento a “céu aberto”. Nesta tarde, no pouco tempo que equipe de reportagem ficou ao local, esse foi justamente um dos problemas do dia.

No microfone, um dos organizadores avisou: um “arrastão” da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) de Campo Grande para multar todos os veículos parados no canteiro central. “Tomara que a multa não seja multo alta pra gente poder pagar né”, disse um dos manifestantes.

Enquanto discutiam o que fazer, outra pessoa assumiu a situação e informou que entrou em contato com a Polícia Militar para ter certeza da ação, mas foi avisado que o alerta não passava de “fake news”, que ninguém seria multado, já que a própria corporação disponibilizou os cones para garantir a segurança no local. “O único pedido é que deixem uma pista só desobstruída pra ambulâncias passarem”.

Ninguém retirou os carros. Conforme apurado pela reportagem, a área foi isolada e controlada por equipes da Agência Municipal de Transporte e do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, não da polícia. Ao Primeira Página, a Polícia Militar confirmou que não foram os agentes do batalhão de trânsito que atuaram nas manifestações antidemocráticas.

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