No fim do mandato, Azambuja avalia governo e não descarta Senado
Reinaldo Azambuja participou de entrevista no Bom Dia MS e conversou com a jornalista Maureen Mattiello; veja o que ele disse
Faltam apenas três semanas para Reinaldo Azambuja finalizar o segundo mandato à frente do governo de Mato Grosso do Sul. Em processo de transição, o atual presidente do PSDB avaliou como positivo o trabalho desempenhado pelas secretarias nos oito anos de seu governo e revelou planos para o futuro, em entrevista no Bom dia MS, na manhã desta segunda-feira (12).

À jornalista Maureen Mattiello, o atual líder do executivo estadual elegeu as atividades que, em sua avaliação, contribuíram para o crescimento do estado, principalmente em sentido econômico.
Além disso, Azambuja revelou como pretende atuar nos próximos quatro anos, com Eduardo Riedel no governo, e também comentou sobre os próximos passos que pretende seguir na política sul-mato-grossense.
Confira as respostas de Reinaldo Azambuja aos questionamentos durante entrevista exclusiva à TV Morena:
Fazendo uma retrospectiva dois mandatos, o que senhor faria de diferente?
As reformas foram importantes! A gente mudou o perfil de Mato Grosso do Sul. Em 2015, um PIB de 82 milhões, oito anos após, 160 bilhões deve fechar o IPB de MS. Nós dobramos o crescimento do estado, pela riqueza produzida por todos nós. MS atingiu letra A, estamos em equilíbrio fiscal, o estado com maior crescimento na pandemia. Dosamos o estado que mais vacinou, com aquele que mais teve liberdade econômica para atividades e, com isso, gerou empregos. Esse ano, a gente deve bater recorde, passar de 50 mil empregos diretos, o 2º estado que mais emprega no Brasil, o que mais investe per capita, fruto do equilíbrio fiscal. Hoje, somos o estado que mais cresce.
Eduardo Ridel assume a sua cadeira daqui a pouco, menos de três semanas. O senhor está participando da elaboração do novo Plano de Governo e, também, da indicação de nomes para o secretariado?
Não, essa decisão de indicações é do governador eleito. Quando consultado, a gente dá alguma opinião, mas a decisão de escolha de equipe é dele. O que ele tem me dito, ele vai seguir o programada de governo, para isso, pessoas técnicas, que vão ajudar no cumprimento daquilo que ele propôs para a população sul-mato-grossense.
O senhor terá algum papel no governo Riedel, mesmo sem ocupar um cargo?
Não, será mais de um conselheiro, quando a pessoa precisa de uma informação. A gente passa oito anos no governo, você tem um amplitude. Eduardo esteve dentro, nos oto anos praticamente. Secretário de governo, de infraestrutura, ajudou o governo a sair da pior nota, a nota D, para a nota A, e agora começa um novo governo. Cada governante tem seu estilo.
O grande desafio será consolidar a Bioceânica, que é fundamental para o desenvolvimento do estado, buscar a finalização e relicitação das BRs-163, 262, 267, que cortam Mato Grosso do Sul. E isso é muto importante para o desenvolvimento econômico. Também tem a nova Ferroeste, novo modal, e relicitação da malha oeste.
Falando sobre futuro polítics, teremos, em 2024, eleição para prefeito de Campo Grande e, em 2026, para Senado. O senhor vai estar na disputa em qual dessas eleições??
Como candidato, em 2024, tenha certeza que nenhuma. Estou presidente do partido, PSDB, foi delegado a mim, no final do mês de outubro. Vou ajudar na articulação política do nosso partido e de partidos aliados.
E o Senado?
Isso é possível, mas não é algo que está certo. O grande desafio é torcer para que o Eduardo e equipe consigam manter o estado como o que mais cresce.
Já falamos aqui, que o senhor criou ou ampliou programas sociais como “Mais Social” e “Tarifa Zero”, de energia. Na campanha houve promessa de aumento do valor do “Mais Social”. Existe caixa para isso?
Tem caixa. O governo vai fazer a sucessão no dia 1 de janeiro, todos os salários pagos, fornecedores em dia e todas as obras que não terminarem, vamos deixar o dinheiro em caixa, devemos passar mais de R$ 1,5 bilhão em caixa pro Eduardo e equipe terminar todas as obras, ele vai assumir sem nenhum compromisso daquilo que já está contratado.
Como o senhor avalia o relacionamento do seu partido, PSDB, com o PT, que passa a governar o país, a partir de janeiro?
Temos um ótimo relacionamento. Eu convivi com a Dilma, ela petista, ou do PSDB, e realizamos políticas públicas. Com Michel Temer, e os quatro anos do presidente Bolsonaro tivemos um ótimo relacionamento. Eduardo, eu acredito, terá uma ótima relação. Nós tivemos, no segundo tuno, o próprio Partido dos Trabalhadores que, quase maciçamente, apoiou a eleição de Eduardo Riedel e isso é fazer política com as prioridades da população. Não vejo dificuldade.
O senhor já conversou com representantes do PT ligados ao presidente eleito, Lula? A reunião com o presidente eleito, no âmbito do Fórum dos Governadores, foi adiada. Caso ainda ocorra, quais serão as demandas que o senhor pretende levar ao presidente eleito?? A questão do teto da alíquota do ICMS para gasolina continua sendo uma das prioridades?
É muito mais fácil relacionar com a equipe já constituída, era dia 13 e jogaram para janeiro. Vamos ter uma reunião amanhã com os governadores eleitos e reeleitos, e aqueles que estão terminando mandato, vamos discutir ICMS.
No PT já há entendimento que o PSDB deixa de ser o principal adversário, que passa a ser partidos ligados ao presidente Bolsonaro. Como o senhor avalia o impacto dessa mudança do cenário político para o estado? PSDB e PT podem caminhar juntos em MS?
Já caminhamos juntos. Se olhar os últimos quatro anos, a bancada do PT, lideranças do PT, estiveram muito próximas do governo nas politicas públicas, nas comunidades indígenas, assentamentos rurais. A gente conviveu bem na construção de políticas públicas, as divergências diminuíram muito. A gente não governo só para partidos políticos, governa para pessoas.
Tramita no STJ, uma investigação contra o senhor que nasceu no âmbito da operação “Vostok” – propinas em troca de benefícios fiscais. Deixando o governo, o processo deve vir para a primeira instância. Como o senhor avalia?
Tinham três denúncias da época da operação Vostok. Foi todo um ‘estardalhaço’, medidas cautelares até hoje. Mas, não tem nenhuma denúncia, duas arquivadas no STJ. Recentemente arquivei aquela que foi muito falada, que saiu na mídia nacional, com uma frase escrita assim: ‘por total falta de provas que possam condenar o governador Reinaldo, ou seu filho, Rodrigo, pesasse arquivamento. Então, quem me acusou, pediu para arquivar a denúncia, porque não tinha prova. Estou muito tranquilo com isso. Comecei sem nenhuma condenação e termino sem.
O que senhor vai fazer a partir do dia 1º de janeiro, quando o seu sucessor, Eduardo Riedel, for empossado?
Primeiro, uma convivência um pouco maior com os amigos e com a família. A política afasta você da família, dos netos, tenho três, às vezes a gente se afasta. Vou conviver com a minha mãe, dona Zulmira, 84 anos, Fatima, minha esposa, e também olhar MS, cuidar do estado, apoiar as ações do Eduardo e desejar a todos nós que MS tenha um ótimo ano de 2023, saúde, paz, prosperidade e vida longa.
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