Paccola critica opositores que defendem afastamento: “interesse de alguns grupos”

Parlamentar é investigado pela morte do agente Alexandre Miyagawa

O vereador Marcos Paccola (Republicanos) criticou opositores que apoiam seu afastamento, durante a sessão desta quinta-feira (7), na Câmara Municipal de Cuiabá. O pedido está sob análise da Comissão de Ética e deve ser votado na próxima semana.

Paccola
Vereador Marcos Paccola é alvo de cassação. (Foto: Câmara de Cuiabá)

O parlamentar é investigado pela morte do agente do socioeducativo Alexandre Miyagawa, 41 anos, na última sexta-feira (1º), após uma confusão no bairro Quilombo, em Cuiabá. A vereadora Edna Sampaio (PT) entrou com um pedido de afastamento imediato e cassação do vereador por quebra de decorro. A Procuradoria da Câmara deu parecer positivo ao pedido.

Segundo o vereador, ele foi equivocado ao dizer em outra fala que a sociedade era hipócrita por criticar sua ação, sendo que em outros casos, como do feminicídio, se cobra por ações duras da segurança pública.

“Não é toda sociedade que é hipócrita e demagoga. São as pessoas que se deixam ser manipuladas”, disse. O vereador pontuou que está enfrentando uma questões jurídica, política e outra da esfera da comunicação sobre sua reputação e caráter.

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Paccola ainda criticou os opositores, como o prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB). “Hoje a minha cassação é de interesse de algumas pessoas, de alguns grupos”, disse.

Segundo o parlamentar ele mesmo pediu para que a Câmara acompanhasse toda investigação. Nesta quinta, o presidente da Câmara Juca do Guaraná (MDB) e o presidente da Comissão de Ética, Lilo Pinheiro (PDT), se reúnem com o delegado responsável pelo caso.

O parlamentar Marcos Paccola disse em plenário que o segmento da segurança entendeu a ação feita por ele. No entanto, ainda nesta semana o sindicato dos agentes socioeducativos fizeram uma manifestação em frente a Câmara pedindo justiça pelo colega morto.

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