Para Chico 2000, quem perde é a população em queda de braço por VLT x BRT
Presidente da Câmara de Cuiabá participou do “Papo das 7”, do Bom Dia MT, da TV Centro América
“Quem paga é a população”. Esta é a avaliação do presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL), sobre a queda de braço entre o Governo do Estado e o Municipal para a substituição do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) pelo BRT (Bus Rapid Transit, em inglês). O vereador participou do “Papo das 7”, do Bom Dia MT, da TV Centro América nesta segunda-feira (13).

“Quem paga por esse desencontro entre as duas maiores autoridades, uma do Estado e a outra desta cidade, é a população. Isso não pode existir. Mesmo que haja divergências de posicionamentos, de entendimento, é necessário que se busque um caminho intermediário, um consenso. Porque somente dessa forma a cidade vai crescer”, afirmou.
Favorável ao VLT, o presidente do Legislativo disse que é preocupante ver os valores investidos na construção do VLT serem descartados.
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“Milhões de reais que foram investidos. Quando passamos na avenida da FEB vemos a retirada dos trilhos do canteiro central. Aquilo ali é dinheiro público. E essa conta? Quem é que paga essa conta? Isso é recurso que falta para os demais serviços necessários à população. Eu acho que nós merecíamos sim o VLT”, finalizou.

VLT x BRT
A estrutura do VLT, como os postes de cabeamento, começou a ser retirada do local em dezembro do ano passado. Segundo a Sinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística), as obras do novo modal devem começar em março deste ano.
O VLT foi projetado para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e foi marcado pela corrupção e entraves judiciais. A obra paralisada possui 20 quilômetros de extensão entre Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital.
Em dezembro de 2014, as obras foram interrompidas. Em 2018, o governo estadual rompeu o contrato com o consórcio VLT e, depois, decidiu substituir o modal pelo BRT.
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