Parlamentares de MS se dividem sobre fim da escala 6x1 e redução da jornada

Projeto anima parte da bancada, mas acende alerta sobre impacto nos pequenos negócios para outros

A discussão sobre o fim da escala 6×1 em todo o Brasil tem dividido opiniões no Congresso, que tenta discutir e votar a proposta ainda neste ano, conforme desejo do Governo Federal. Em Mato Grosso do Sul, deputados federais e senadores opinam sobre o projeto, apresentando divergências quanto ao assunto. 

Parte dos Parlamentares de MS que atuam no Congresso Nacional (Foto: reprodução)

No momento, três propostas tramitam no legislativo, sendo a mais antiga do senador Paulo Paim, que prevê a fixação da jornada em 36 horas semanais. A deputada Erika Hilton pede pressa na votação, mas que a mudança só seja implementada em um ano. 

O Governo Federal estuda criar um projeto de lei, em regime de urgência, mudando a jornada de trabalho semanal para 40h. Apesar de ser mais branda que as demais, a ideia é manter os dois dias de folga semanais. Veja abaixo o posicionamento de cada parlamentar do estado:

“Esse regime 6 por 1, ele traz muitos malefícios. Nós precisamos avançar, nem que seja escalonando essa escala nova que haveremos de criar. Da minha parte, fico muito feliz em participar, sou uma pessoa que procura consenso e vou procurar ouvindo a todos para a nossa intervenção ser aquilo que possa ser bom para o Brasil”.

Deputado federal Geraldo Resende (União Brasil)

“Nós somos a favor do fim da escala 6 por 1. Evidentemente que alguns ajustes jurídicos na CLT se tiver que fazer, para também atender esses setores que geram emprego, principalmente os pequenos e médios empresários. Nós vamos estar fazendo e essa casa de lei aqui é para isso. Eu estou muito otimista com esse projeto e acredito que nós vamos aprovar ele ainda agora no primeiro semestre”.

Deputado federal Vander Loubet (PT). 

“A redução de jornada de trabalho vai falar justamente com aquele trabalhador que trabalha nas farmácias, que trabalha no comércio, que trabalha no shopping e a gente precisa discutir. Atualmente, a proposta que está aqui na Câmara prevê a redução para 40 horas semanais e uma jornada de trabalho de 5 dias trabalhados para dois de descanso, sem prejudicar o salário”.

Deputada federal Camila Jara (PT). 

“Tem que haver compensações. Nós não podemos colocar apenas na conta dos empresários, daqueles que empregam, do empregador, essa diminuição da jornada. Mas eu acho que é possível criar um texto que haja compatibilidade entre o interesse do empregado e o interesse do empregador”.

Deputado federal Beto Pereira (Republicanos). 

“Minha preocupação é que quando você começa a aumentar custo para o empregador, você começa a reduzir a capacidade de competição. Você vai aumentar, inclusive, o desemprego e as pessoas terão muito mais problemas do ponto de vista social. A responsabilidade é do governo, é preciso que a gente esteja atento para esse detalhe”.

Deputado federal Luiz Ovando (PP). 

“Há que se ter uma posição de neutralidade para que a gente possa atender ao trabalhador, oferecendo para ele condições melhores para que ele possa se restabelecer da agressividade do mercado de trabalho, porém, sem deixar de olhar aquele que gera emprego”.

Senador Nelsinho Trad (PSD). 

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