PF prende 4 aliados de Bolsonaro e ele tem 24h para entregar passaporte

Mandados são cumpridos na manhã desta quinta, após deflagração de operação que apura tentativa de golpe nas Eleições 2022

Jair Bolsonaro tem 24 horas para entregar seu passaporte à Polícia Federal. A ordem é do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, com base em investigação que apura tentativa de golpe nas Eleições 2022 para manter o ex-presidente do país no cargo.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, em vídeo postado nas redes sociais nesta quarta-feira (2) (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Presidente da República, Jair Bolsonaro, em vídeo postado nas redes sociais (Foto: Reprodução/Redes sociais/Arquivo)

Ao g1, a defesa de Bolsonaro confirmou a ordem. O ex-presidente está em Angra dos Reis (RJ), em sua casa de veraneio.  

A operação deflagrada nesta quinta-feira (8), denominada “Tempus Veritatis”, cumpre quatro mandados de prisão preventiva – todos contra aliados de Bolsonaro – e 33 mandados de busca e apreensão.  

Mato Grosso do Sul está entre os estados alvos da investigação. Até o momento, não há a confirmação de quantos são cumpridos no estado.

Presos  

Segundo o g1, os alvos dos mandados de prisão preventiva são:  

  • Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; 
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro; 
  • Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército; 
  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército. 

Fake news contra a democracia 

De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de planejar tentativa de golpe, antes mesmo do pleito, em outubro de 2022.  

A intenção dos golpistas era divulgar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro para forçar uma intervenção militar.  

O grupo foi dividido em dois eixos: o primeiro. consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas Eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022.

Outra frente de atuação consistiu na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, através de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível. 

Além de MS, são cumpridos no Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. 

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