Por R$ 36 milhões, governo de MS amplia Parque do Rio Negro
Por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), o governo de Mato Grosso do Sul regularizou mais 42,6 mil hectares do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. Segundo foi divulgado pelo governo, nesta semana, foram assinadas as escrituras públicas de desapropriação amigável de 2.995 hectares da Fazenda Santo Antônio […]
Por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), o governo de Mato Grosso do Sul regularizou mais 42,6 mil hectares do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. Segundo foi divulgado pelo governo, nesta semana, foram assinadas as escrituras públicas de desapropriação amigável de 2.995 hectares da Fazenda Santo Antônio do Rio Vermelho e de 39.614 hectares da Fazenda Redenção / Gleba “A”.
Ao todo, foram investidos cerca de R$ 36 milhões no processo de desapropriação. As propriedades integram a Unidade de Conservação de Proteção Integral administrada pelo Imasul. Assinaram as escrituras o diretor-presidente do Instituto, André Borgesm, e a representante legal pelas propriedades, Elizabeth Peron Coelho.
Criado em junho de 2000, o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro está situado nos municípios de Aquidauana e Corumbá com área total de 76.851 hectares. Agora, com a regularização de 42.609 hectares localizados nas fazendas Santo Antônio do Rio Vermelho e Redenção / Gleba “A”, somados aos 10.802 hectares da Fazenda Esperança, já de propriedade do Estado, o parque passa a contar com 53.411 hectares em situação regular. Isso representa 69,49% d área total.

“Dentro da política de sustentabilidade que temos desenvolvido do Governo do Estado, um dos focos tem sido a regularização das unidades de conservação estadual, como essa situação no Parque do Rio Negro, que perdurava há 20 anos. Agora, seguimos com a regularização da área restante e direcionamos o foco para o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari”, traduziu o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, observou que “após 20 anos o Estado está regularizando as áreas do Parque Estadual do Rio Negro, implantando efetivamente a conservação nessa área. A partir de agora, não haverá nenhuma outra atividade no Parque, que não seja a conservação da natureza”.
Conforme a previsão divulgada, equipe do Imasul deverá fazer uma visita ao local para avaliar as condições da sede das fazendas, para verificar, por exemplo, se já lugar passível de ser transformado em sede da unidade de conservação.
“As áreas regularizadas ficam na divisa do Parque, próximo aos rios Aquidauana e Miranda, onde há uma procura de turismo muito forte. Vamos identificar as condições das estruturas existentes, averiguar se o local pode abrigar uma sede do Parque e traçar as atividades de fiscalização, proteção, prevenção e combate aos incêndios florestais, para depois partir para a questão de estruturação de uso público e educação ambiental e pesquisa científica”, acrescentou André Borges.
Parte do aporte financeiro para aquisição das áreas foi garantida por meio de acordo do Governo do Estado com a CESP, com complementação de recursos de compensação ambiental destinados ao Parque do Rio Negro.
Confira na imagem abaixo os limites geográficos do Parque:

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