Protesto de Glauber Braga por cassação gera confusão na Câmara
Braga realizou o ato em resposta ao anúncio do presidente da Casa, Hugo Motta, de que levaria ao plenário o processo que pode resultar na cassação do parlamentar, além de Carla Zambelli e Delegado Ramagem
A tarde desta terça-feira (9) foi marcada por uma forte confusão na Câmara dos Deputados, que incluiu a retirada de jornalistas do plenário e a interrupção da transmissão oficial da TV Câmara durante um protesto. O episódio ocorreu após o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupar a cadeira da presidência e ser removido à força por agentes da Polícia Legislativa Federal.
Braga realizou o ato em resposta ao anúncio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que levaria ao plenário o processo que pode resultar em sua cassação, além dos casos de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ). Também estava prevista a votação do projeto que reduz as penas de envolvidos nos atos antidemocráticos investigados pelo Supremo Tribunal Federal.
O processo contra Braga trata da acusação de agressão contra um militante do MBL, em 2023, após uma provocação.

Remoção e corte da cobertura
Menos de uma hora depois do início do protesto, agentes de segurança retiraram o parlamentar do assento da presidência. Durante a ação, o sinal da TV Câmara foi cortado e profissionais de imprensa foram obrigados a deixar o plenário e a galeria, impedindo a cobertura contínua do episódio. Não houve confirmação sobre quem determinou a suspensão da transmissão.
Vídeos gravados por deputados mostram o momento da remoção, que gerou protestos de parlamentares aliados ao deputado.
Braga foi levado ao Salão Verde, onde apareceu com parte da roupa rasgada. No local, voltou a criticar a condução da sessão e comparou a ação desta terça-feira à ocupação promovida por parlamentares da oposição em agosto do ano passado — quando a mesa diretora ficou bloqueada por cerca de 48 horas, sem intervenção policial.
Declarações após o episódio
Em declarações à imprensa, Glauber Braga afirmou que seu processo de cassação faz parte de um “pacote” que incluiria propostas relacionadas à anistia de envolvidos em atos antidemocráticos. Ele disse que continuará a defender o que chama de liberdades democráticas até a votação do seu processo, prevista para esta quarta-feira (10).
Hugo Motta, por meio de nota publicada na rede social X, afirmou que Braga desrespeitou a Câmara e que o comportamento do deputado “compromete o funcionamento das instituições”. Motta também mencionou episódios anteriores envolvendo o parlamentar e declarou que determinou a apuração de eventuais excessos relacionados à retirada da imprensa.
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