Vereador propõe leitura bíblica em escolas de Cuiabá e pesquisador contesta: estado é laico
Parlamentar sustenta que textos bíblicos serão usados para disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica
A leitura de trechos bíblicos como recursos para disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica. Essa é a proposta do vereador de Cuiabá Rodrigo Arruda (PSDB), apresentada na sessão da Câmara nesta semana.

A proposta, que segue em análise da comissão para ser votada, prevê a leitura de textos bíblicos nas escolas públicas e privadas da capital.
De acordo com o parlamentar, os estudantes poderão escolher se desejam ou não participar das atividades que envolvam os estudos religiosos.
Estado laico
Para o cientista político João Souza, o projeto não tem condições de ser aplicado, visto que o estado é laico.
Segundo o pesquisador, a proposta do vereador difere do que seria a disciplina de ensino religioso, que conta a história de todas as religiões, como budismo, judaísmo, espiritismo, hinduísmo, candomblé, entre outras.
“Já temos as escolas confessionais, onde as pessoas podem escolher se querem matricular os filhos. Aqui em Cuiabá temos alunos de escola pública que são mulçumanos, por exemplo. O cristianismo não é a única religião”, destacou.
Ainda de acordo com João, ao analisar um cenário onde alguns estudantes optam pela participação nos estudos bíblicos e outros não, isso pode causar uma segregação entre os jovens, acarretando em diversos problemas de socialização entre os estudantes.
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Na proposta, o vereador destaca: “Importante esclarecer que a apresentação do projeto de lei não tem como objetivo impor qualquer visão religiosa, o próprio Ensino Religioso é previsto constitucionalmente como disciplina”.
O argumento do parlamentar é que isso já ocorre em outras cidades do Brasil. “Cabe ressaltar que em diversas casas legislativas do nosso país, esta sendo amplamente regulamentada a sua leitura, como: Ceará, Teresina, Campina Grande, Manaus, Petrolina”, diz trecho da proposta.
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Comentários (2)
Deveriam cobrar das escolas, qualidade no ensino, pedagógico. Religião se aprende em casa E pratica quêm quer
Religião deve ficar fora das escolas.