Vereadores de oposição querem cassação de Emanuel Pinheiro
Diego Guimarães defende que vereadores criem Comissão Processante para cassação de prefeito
Vereadores da oposição defendem a cassação do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), que foi afastado do cargo após decisão da Justiça na manhã desta terça-feira (19). A perda do mandato é defendida pelos vereadores Diego Guimarães (Cidadania) e tenente-coronel Marcos Paccola (Cidadania).
Os parlamentares estudam criar uma Comissão Processante para investigar as denúncias de corrupção que recaíram sobre a gestão. Além do afastamento de Pinheiro, o TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso) também pediu a prisão temporária do chefe de gabinete da gestão, Antônio Monreal.
O procedimento pode acarretar na cassação de Pinheiro, que é investigado por organização criminosa, obstrução de justiça e prevaricação na Secretaria Municipal de Saúde.
Diego afirmou que a notícia do afastamento do prefeito e a prisão de Monreal foi recebida com “naturalidade” pelos vereadores de oposição. Ele acionou a equipe jurídica para apresentar um requerimento de criação da Comissão Processante, que deve ser apresentado nos próximos dias na Câmara Municipal.
“A decisão de afastamento que o Tribunal de Justiça deu, acolhendo o pedido do Naco [Núcleo de Ações de Competência Originária], não nos surpreendeu. Primeiro, porque diante do tamanho e quantidade dos escândalos que nós sabíamos que existe na gestão Emanuel Pinheiro, nós sabíamos que a qualquer momento isso poderia acontecer”, disse Guimarães.
Vereadores de oposição
A criação da Comissão Processante também é reforçada por Paccola, que faz oposição ao prefeito na Câmara Municipal. Ele ressaltou que nenhuma outra capital do país foi alvo de tantas operações.
No total, sete secretários de Pinheiro já haviam sido afastados em operações deflagradas em Cuiabá.
“Agora assistiremos quais serão os passos orientados para os vereadores da base. Como tenho dito já há algum tempo, o vice-prefeito José Roberto Stopa [PV], deveria ir se preparando, porque [o afastamento do prefeito] era algo que aconteceria mais cedo ou mais tarde.
Diego ainda classificou Monreal como “braço direito” de Emanuel.
“Sabemos que o senhor Antônio Monreal Neto era um verdadeiro ‘longa manus’, era o braço direito do Emanuel Pinheiro, principalmente nessas incursões que o prefeito tentava não aparecer”, disse o vereador.
A reportagem tentou entrar em contato com os vereadores, Juca do Guaraná – presidente da Câmara – e Lilo Pinheiro – que é primo do prefeito, mas não obteve retorno até a publicação.
Prefeito afastado
A Operação Capistrum foi deflagrada pelo MPE e Polícia Civil na manhã desta terça-feira (19). A ordem de cumprimento de mandados foi dada pelo TJMT. A secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, também foi afastada.

Os pedidos de busca e apreensão e de sequestro de bens também atingem o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da prefeitura, Ricardo Aparecido Ribeiro. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos ainda na sede da Prefeitura de Cuiabá e na casa onde o prefeito mora com a primeira-dama, Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro, no bairro Jardim das Américas, na Capital.
Em nota, Pinheiro informou que está à disposição das autoridades e que recebeu com surpresa a decisão da Justiça.
Relembre os afastamentos:
- Em dezembro de 2018, o ex-secretário de Saúde, Huark Douglas, foi o primeiro afastado da gestão, alvo da Operação Sangria;
- Seis meses depois, em junho de 2019, o então secretário de Educação, Alex Vieira, foi exonerado durante a Operação Overlap;
- Na mesma investigação, o procurador-geral do Município, Marcos Brito, foi afastado por suspeita de favorecimento em esquema ilícito;
- Em outubro de 2020, o ex-secretário de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho, foi exonerado na Operação Overpriced, que apurava sobrepreço em compras realizas pela Pasta;
- Já em maio deste ano, o então secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo, foi exonerado por irregularidades no sistema de semáforos inteligentes da Capital;
- Em julho, o então secretário de Saúde, Célio Rodrigues da Silva, que assumiu o cargo após a saída da ex-gestora da Pasta, Ozenira Félix, foi exonerado do cargo por ordem da Justiça Federal, por indícios de participação em fraude na contratação de empresas para serviços na área.
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