14 crianças são diagnosticadas com hanseníase em Várzea Grande
Em março, 29 casos da doença foram diagnosticados no município. Em uma ação que ocorre nesta semana, 16 novos casos foram identificados entre segunda e terça.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, em março, 29 casos de hanseníase foram registrados no município. Deste total, 14 diagnósticos foram em crianças.

Segundo Geovane Renfro, superintendente da Atenção Primária, 16 pessoas foram diagnosticadas com a doença entre segunda e terça. Por isso, o município está trabalhando no combate a doença. Uma capacitação está sendo realizada.
Cerca de 300 profissionais estão sendo capacitados com o objetivo de desenvolver ações de prevenção de incapacidades físicas de pacientes acometidos pela hanseníase, visando a melhoria do perfil social, clínico, epidemiológico e a qualidade de vida da população.
Agentes de vigilância também participam da capacitação já que serão agentes multiplicadores de informação ao percorrerem as casas dos moradores vão poder orientar a população para fazerem o diagnóstico e tratamento.
Número de casos
O secretário de Saúde, Gonçalo de Barros, afirmou que o município tratou 1104, nos últimos seis anos. Deste total, 773 pessoas foram diagnosticadas no Ambulatório Especializado, no Postão. Outras 331 nas Unidades Básicas de Saúde.
Sinais e sintomas
Manchas brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas e/ou área(s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio), dolorosa, tátil.
Comprometimento dos nervos periférico, geralmente engrossamento, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas;
Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente em mãos e pés;
Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;
Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
Leia mais
Transmissão
A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, infectando outras pessoas suscetíveis.
A forma de eliminação do bacilo ocorre por meio do espirro, tosse ou fala, e não pelos objetos utilizados pelo paciente. Também é necessário um contato próximo e prolongado. Os doentes com poucos bacilos não são considerados importantes fontes de transmissão da doença.
Não se transmite a hanseníase pelo abraço, compartilhamentos de pratos, talheres, roupas de cama e outros objetos.
Por outro lado, as pessoas com muitos bacilos constituem o grupo contagiante e são fontes de infecção enquanto o tratamento específico não for iniciado.
A hanseníase apresenta longo período de incubação, ou seja, o tempo em que os sinais e sintomas se manifestam desde a infecção. Geralmente, esse período dura, em média, de dois a sete anos. No entanto, há referências a períodos inferiores a dois e superiores a dez anos.
Mais lidas - 1 Médico prescreve ‘igreja’ a paciente com dores e paralisia facial; prefeitura apura conduta
- 2 Lar de idosos é interditado em Rondonópolis após situação precária e surto de doença
- 3 Unimed Cuiabá amplia assistência obstétrica às gestantes
- 4 Após cirurgia cardíaca, seu Lau vence desafio na Corrida Unimed
- 5 Consulta pela internet? Nova lei define regras para a telemedicina em Campo Grande
- 1 Médico prescreve ‘igreja’ a paciente com dores e paralisia facial; prefeitura apura conduta
- 2 Lar de idosos é interditado em Rondonópolis após situação precária e surto de doença
- 3 Unimed Cuiabá amplia assistência obstétrica às gestantes
- 4 Após cirurgia cardíaca, seu Lau vence desafio na Corrida Unimed
- 5 Consulta pela internet? Nova lei define regras para a telemedicina em Campo Grande