Câncer colorretal: entenda a doença enfrentada por Preta Gil
A revelação da artista despertou a atenção nacional para uma doença silenciosa, mas extremamente agressiva quando diagnosticada tardiamente.
A cantora Preta Gil tornou pública, no início de 2023, sua luta contra o câncer colorretal — um dos tipos de câncer que mais crescem no Brasil, especialmente entre pessoas com menos de 50 anos. Ela faleceu neste domingo (20) nos Estados Unidos.
A revelação da artista despertou a atenção nacional para uma doença silenciosa, mas extremamente agressiva quando diagnosticada tardiamente.

O que é o câncer colorretal?
O câncer colorretal atinge o intestino grosso (cólon) e o reto. Ele costuma se desenvolver a partir de pólipos — pequenas lesões na parede do intestino que, ao longo do tempo, podem se tornar malignas.
Quando identificado precocemente, o câncer colorretal tem altas chances de cura. No entanto, muitos casos ainda são descobertos em estágios avançados.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa é a segunda maior causa de mortes por câncer no Brasil, atrás apenas do câncer de pulmão. Em 2024, mais de 45 mil novos casos foram estimados no país.
Sintomas: silencioso no início
Os sintomas do câncer colorretal nem sempre aparecem nos estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando surgem, podem incluir:
- Sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro)
- Alteração persistente no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre)
- Dor abdominal ou sensação de inchaço
- Cansaço constante e perda de peso sem causa aparente
- Sensação de evacuação incompleta
Quem está mais em risco?
Embora afete majoritariamente pessoas com mais de 50 anos, há um crescimento alarmante de casos em adultos jovens. Entre os fatores de risco estão:
- Histórico familiar da doença
- Doenças inflamatórias intestinais (como colite ulcerativa ou Crohn)
- Dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas
- Sedentarismo, obesidade e tabagismo
- Consumo excessivo de álcool
Caso Preta Gil: um alerta
Preta Gil, 50 anos, foi diagnosticada em janeiro de 2023 e passou por cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
A cantora relatou, em diversas entrevistas, os impactos físicos e emocionais do tratamento e chegou a declarar que o câncer “mudou sua vida por completo”.
Em 2024, ela celebrou a remissão da doença e voltou aos palcos, tornando-se um símbolo de força e da importância do diagnóstico precoce.
No entanto, o tumor retornou e a doença se agravou. Ela faleceu neste domingo (20), nos Estados Unidos, onde passada por tratamento.
Prevenção e diagnóstico
A colonoscopia é o principal exame para detecção de pólipos e tumores intestinais, sendo recomendada a partir dos 45 anos — ou antes, para pessoas com histórico familiar.
Além disso, exames de sangue oculto nas fezes e testes genéticos (em casos hereditários) ajudam na triagem de risco.
Tratamento
O tratamento depende do estágio da doença, podendo incluir:
- Cirurgia para retirada do tumor
- Quimioterapia
- Radioterapia
- Terapias-alvo e imunoterapia (em casos específicos)
A importância da conscientização
A experiência de figuras públicas como Preta Gil ajuda a derrubar tabus sobre exames preventivos e sintomas ignorados. Especialistas reforçam que qualquer alteração no hábito intestinal deve ser investigada.
Leia mais
Mais lidas - 1 Sesc MS oferece academias modernas e abertas a novos alunos
- 2 Anvisa suspende importação de canetas emagrecedoras do Paraguai
- 3 Hospital de MS terá consulta dermatológica de graça para os 200 primeiros
- 4 Bioparque será ponto de plantão de vacinação neste sábado
- 5 “Autocuidado masculino reduz riscos e prolonga a vida”, orienta médico
- 1 Sesc MS oferece academias modernas e abertas a novos alunos
- 2 Anvisa suspende importação de canetas emagrecedoras do Paraguai
- 3 Hospital de MS terá consulta dermatológica de graça para os 200 primeiros
- 4 Bioparque será ponto de plantão de vacinação neste sábado
- 5 “Autocuidado masculino reduz riscos e prolonga a vida”, orienta médico




