Canetas emagrecedoras: posso pegar receita médica no SUS? Confira orientação da Saúde
As farmácias já estão retendo receita médica para vender os medicamentos como o Mounjaro e o Ozempic
Desde a última segunda-feira (23), medicamentos como Ozempic, Wegov, Mounjaro e similares, as famosas canetas emagrecedoras, só serão vendidas mediante a apresentação de receita médica às farmácias. Com a nova exigência, determinada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), consultórios já começam a receber demanda de pacientes que buscam pela prescrição. Mas como a saúde pública tem tratado da procura?

Conforme a Sesau (Secretária Municipal de Saúde) de Campo Grande explicou ao Primeira Página, é possível conseguir receita no SUS (Sistema Único de Saúde) para o uso de “canetas emagrecedoras”, desde que haja indicação clínica.
A secretaria explicou à reportagem que pacientes que buscam avaliação clínica ou prescrição desses medicamentos podem procurar normalmente as USFs (Unidades de Saúde da Família), mas a decisão sobre o uso da medicação cabe exclusivamente ao médico.
Ainda de acordo com a pasta, especialistas, como endocrinologistas, atendem na rede pública e pacientes poderão ser atendidos via regulação após encaminhamento da atenção primária. O médico avaliará o histórico e as condições clínicas do paciente para então prescrever a medicação.
Ou seja, moradores que buscarem pela saúde pública apenas para buscar receita para fins estéticos, poderão ter negativa.
Apesar de receitar, SUS não fornece canetas emagrecedoras
As canetas podem custar entre R$ 700 até R$ 2 mil, dependendo da dosagem e da marca. Por tanto, quem for prescrito com o uso, poderá desembolsar um alto valor em tratamento, pois SUS não fornece o medicamento.

Apesar de fornecer os atendimentos médicos para a obtenção da receita médica aos pacientes, a SESAU reforça que as canetas emagrecedoras não fazem parte da Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), tampouco foram incorporadas ao protocolo do SUS.
Com isso, não há fornecimento gratuito do medicamento pela rede pública, nem mesmo por meio de ações judiciais em Campo Grande.
Apesar disso, a Sesau alerta para os riscos do uso sem acompanhamento médico, incluindo efeitos colaterais como náuseas, distensão abdominal, constipação, diarreia e até mesmo agravamento de quadros psicológicos ou transtornos alimentares.
“Reforçamos que qualquer tratamento para emagrecimento deve ser acompanhado por profissionais capacitados, considerando as particularidades clínicas de cada indivíduo”, pontua a nota oficial.
Orientação da SESAU à população:
- Procure um médico da rede pública para avaliação individual.
- Não utilize medicamentos por conta própria.
- O uso dessas substâncias deve ser prescrito com critério, e seu uso indevido pode causar sérios danos à saúde.
- Em caso de dúvidas, busque orientação nas USFs ou nos canais oficiais da Secretaria Municipal de Saúde.
A tendência de medicalização do emagrecimento exige, segundo a SESAU, responsabilidade coletiva, tanto de quem busca os tratamentos quanto de quem os prescreve ou comercializa.
Venda somente com receita
As famosas canetas emagrecedoras, Mounjaro, Ozempic, Wegovy, Saxenda e similares, agora só são vendidas mediante a apresentação de receita médica. As farmácias deverão reter a receita no ato da compra, determinou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Na categoria das canetas inclui a semaglutida, a liraglutida, a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida. A validade das receitas será de até 90 dias a partir da data de emissão, período durante o qual poderão ser utilizadas pelo paciente.
Conforme a Anvisa, a decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no DOU (Diário Oficial da União).
Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.
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