Cólica é normal? Veja 6 sintomas para acender o sinal de alerta

Quando incapacitante, a cólica menstrual pode ser sinal de algo mais grave

Visita indesejada e, normalmente, mensal. A cólica menstrual, conhecida como dismenorreia, é uma queixa comum entre as mulheres e acontece devido às contrações do útero para expelir o revestimento endometrial durante o ciclo.

Cólicas incapacitantes podem esconder problemas maiores. (Foto: Freepik)
Cólicas incapacitantes podem esconder problemas maiores. (Foto: Freepik)

Embora seja algo esperado durante a menstruação, a ginecologista Rhafaelly Neves explica que é importante estar atenta ao nível e aos sinais que acompanham a dor.

A especialista alerta que existe um grau de normalidade na cólica menstrual. Quando se tornam incapacitantes merecem atenção e investigação, pois podem representar um problema maior. 

“Sentir cólicas leves a moderadas, especialmente nos primeiros dias do ciclo, é comum e considerado normal. Esse tipo de dor geralmente melhora com analgésicos comuns ou repouso. No entanto, se a cólica é intensa a ponto de atrapalhar atividades diárias ou exige medicamentos mais fortes com frequência, é um sinal de alerta e deve ser investigada”, explica a ginecologista. 

Sinais de alerta para problemas mais graves

Alguns sintomas, quando aparecem junto com as cólicas, podem indicar condições mais sérias. Entre esses sinais, Rhafaelly Neves destaca:

  • Dor durante as relações sexuais
  • Sangramento intenso e prolongado
  • Dor fora do período menstrual
  • Alterações intestinais ou urinárias
  • Cansaço extremo
  • Dificuldade para engravidar

Esses sintomas podem ser indicativos de condições como endometriose, miomas uterinos ou infecções pélvicas, que exigem acompanhamento e tratamento médico.

Condições relacionadas às cólicas incapacitantes

Cólicas muito intensas podem estar associadas a problemas ginecológicos sérios, como a endometriose, condição em que o tecido semelhante ao endométrio se desenvolve fora do útero, causando inflamação e dor significativa. Outras causas incluem adenomiose, miomas uterinos e doenças inflamatórias pélvicas, que também requerem avaliação e podem levar a dores incapacitantes.

O que fazer nesses casos?

Para mulheres que enfrentam cólicas incapacitantes, o primeiro passo é buscar orientação de um ginecologista. Exames como ultrassonografias e ressonâncias magnéticas podem ajudar a identificar a causa da dor. O tratamento pode variar de medicamentos anti-inflamatórios e hormônios a intervenções cirúrgicas, dependendo do diagnóstico.

“É fundamental não ignorar a dor intensa”, alerta Rhafaelly Neves. “Buscar ajuda médica é essencial para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.”

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