Com casos em MT, infectologista explica diferentes tipos e sintomas da leishmaniose

Em novembro a cidade de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, recebeu a notificação de duas mortes suspeitas de leishmaniose visceral, de acordo com a Secretaria de Saúde Municipal. Em Cuiabá, foi confirmada a morte de uma mulher de 42 anos, um mês antes.

Em novembro a cidade de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, recebeu a notificação de duas mortes suspeitas de leishmaniose visceral, de acordo com a Secretaria de Saúde Municipal. Em Cuiabá, foi confirmada a morte de uma mulher de 42 anos, um mês antes.

Para saber mais da doença, o Primeira Página traz dicas de uma infectologista para que você perceba os primeiros sintomas e procure ajuda médica o mais rápido possível.

Três Lagoas investiga 15 casos suspeitos de leishmaniose (Foto: Divulgação)
Ambas as formas de leishmaniose têm tratamento disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde). (Foto: Divulgação)

De acordo a professora Marcia Hueb, especialista em infectologia e referência em tratamento de leishmaniose no HUJM (Hospital Universitário Júlio Muller), em Cuiabá, há dois tipos da doença: a tegumentar e a visceral.

“As duas são causadas pelo protozoário Leishmania, mas as espécies que causam a leishmaniose tegumentar são diferentes da espécie que causa a leishmaniose visceral, doença que também recebe o nome de Calazar. São doenças distintas”.

A Leishmania é transmitido sempre por um inseto que é chamado popularmente de mosquito palha. A transmissão ocorre especificamente por esse vetor, não por qualquer inseto. O vetor adquire esse parasita de algum animal que esteja infectado.

“A leishmaniose visceral pode ser fatal se não tratada, por isso é considerada a forma mais grave da doença. Já a leishmaniose tegumentar, pode se apresentar com uma ou múltiplas lesões e a gravidade vai ser determinada pelas características clínicas e a resposta ao tratamento”.

O Primeira Página explica as diferenças de cada doença, segundo a especialista:

❌Leishmaniose Visceral

  • Sintomas: Afeta órgãos internos, causando febre prolongada, perda de peso, aumento do fígado e baço. Esses sintomas também pode estar presentes em outras doenças e são necessários exames específicos para fazer o diagnóstico correto;
  • Transmissão: O cão é o principal reservatório, mas a transmissão também pode ocorrer a partir de outros animais infectados.

✅Prevenção da Visceral:

  • Controle da população de cães doentes;
  • Limpeza de quintais;
  • Evitar matéria orgânica como: folhas, frutos apodrecidos, restos de comida e fezes de animais.

❌Leishmaniose Tegumentar:

  • Sintomas: Caracterizada por lesões na pele, principalmente úlceras, e também pode afetar mucosas, como o nariz.
  • Transmissão: O reservatório da doença costuma ser um animal silvestre, por isso é mais comum em áreas rurais e em pessoas que frequentam matas.

✅ Prevenção da Tegumentar:

  • Uso de roupas que protejam a pele, como camisas de manga comprida e calças longas;
  • Aplicação de repelentes em áreas expostas;
  • Construção de moradias a uma distância segura de áreas de mata.

⏹ Tratamento para ambas

Ambas as formas de leishmaniose têm tratamento disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde).. O tratamento é eficaz e leva à cura clínica, com o desaparecimento das lesões e a remissão dos sintomas.

“É importante ressaltar que não há transmissão direta entre pessoas. A doença é transmitida pela picada do mosquito palha infectado. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. É importante que as pessoas procurem atendimento médico ao perceberem qualquer sintoma suspeito”, completa a especialista.

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