Consulta pela internet? Nova lei define regras para a telemedicina em Campo Grande

A nova lei reconhece diferentes formas de atendimento remoto, como consultas por vídeo, emissão de laudos, monitoramento de pacientes

A Prefeitura de Campo Grande sancionou a lei que regulamenta a prática da telemedicina no município. A nova legislação estabelece regras para consultas e atendimentos médicos à distância, define responsabilidades dos profissionais e reforça a proteção dos dados dos pacientes.

medico telemedicina
Médico realiza consulta com paciente por meio da telemedicina | (Reprodução/IA)

Entre os principais pontos da lei está a garantia de que o atendimento remoto não substitui o presencial. O paciente poderá escolher a modalidade de atendimento e, se desejar, terá direito à consulta presencial.

Atendimento à distância passa a ter regras claras

A legislação reconhece diferentes formas de atendimento remoto, como consultas por vídeo, emissão de laudos, monitoramento de pacientes e troca de informações entre médicos. Todos os serviços deverão seguir os mesmos padrões de qualidade e segurança exigidos nas consultas presenciais.

Além disso, os médicos terão autonomia para indicar o atendimento presencial sempre que considerarem necessário.

SUS poderá ampliar uso da telemedicina

A lei prevê que a telemedicina seja incentivada na rede pública municipal para ampliar o acesso aos serviços de saúde, principalmente em situações como:

  • falta de médicos especialistas;
  • atendimento a idosos e pessoas com dificuldade de locomoção;
  • acompanhamento de pacientes com doenças crônicas;
  • suporte a profissionais que atuam em regiões mais afastadas;
  • redução do tempo de espera em UPAs e hospitais.

A Prefeitura também deverá oferecer treinamento aos profissionais da rede pública para o uso adequado das plataformas digitais.

Receitas e exames poderão ser emitidos de forma digital

Os atendimentos realizados por telemedicina poderão gerar receitas médicas e pedidos de exames em formato eletrônico, conforme as normas vigentes. Todos os registros deverão ser armazenados no prontuário eletrônico do paciente.

Proteção de dados é reforçada

A nova norma estabelece que as informações dos pacientes só poderão ser utilizadas para fins relacionados à assistência em saúde. As instituições deverão adotar medidas para evitar vazamentos e acessos indevidos.

Os pacientes terão direito a:

  • acessar seus dados;
  • corrigir informações incorretas;
  • solicitar a transferência das informações para outro serviço de saúde;
  • revogar a autorização para uso dos dados;
  • pedir a exclusão de informações que não sejam mais necessárias, nos casos permitidos pela legislação.

As instituições terão até 15 dias úteis para responder às solicitações dos pacientes. Leia a publicação na íntegra clicando aqui.

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