Covid-19: Ministério da Saúde libera quarta dose para maiores de 40 anos

Cerca de 8,79 milhões de pessoas nesta faixa etária, e que receberam a 3ª dose a mais de quatro meses, poderão retornar aos postos de vacinação.

A segunda dose de reforço (ou quarta dose) está liberada para pessoas com idade a partir de 40 anos. A ação do Ministério da Saúde visa a intensificar a campanha para incentivar a população a completar o ciclo vacinal contra a covid-19.

Vacinação contra a covid acontece neste domingo em Campo Grande
Cerca de 120 milhões de pessoas aptas a tomar a 2ª dose ou o reforço ainda não retornaram aos postos. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

De acordo com a pasta, a partir desta segunda-feira (20), cerca de 8,79 milhões de pessoas nesta faixa etária que receberam a 3ª dose há mais de quatro meses poderão retornar aos postos de vacinação.

A recomendação é que estes indivíduos sejam imunizados com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

Segundo o Ministério, cerca de 120 milhões de pessoas aptas a tomar a segunda dose ou a dose de reforço das vacinas ainda não retornaram aos postos de vacinação de todo o país e seguem desprotegidas contra as manifestações graves da infecção pelo novo coronavírus.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, explica que a ação visa expandir o público-alvo do segundo reforço e diminuir os atrasos na aplicação, para proteger a população das manifestações graves da doença, pois entre os cidadãos de 40 a 49 anos aptos a receberem os imunizantes, apenas 8,53% já tomou a primeira dose de reforço.

Arnaldo chama atenção, ainda, para o resultado de estudos que comprovam o efeito protetor que as vacinas têm nos casos de complicação por covid-19 em todas as faixas etárias.

Por isso, o Ministério da Saúde convoca a população a procurar um posto de vacinação, ampliar a proteção contra o vírus e ter mais qualidade de vida.

Conteúdos publicitários que serão veiculados em várias mídias para conscientizar a população destacam que, apesar de o governo federal ter decretado o fim da situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, ou Emergência Sanitária, as pessoas devem seguir atentas às recomendações das autoridades sanitárias e tomando todas as doses de vacina.

Doses em atraso

A diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Cássia Rangel, detalhou na manhã desta segunda-feira (20) dados que revelam que, em todo o país, quase 22 milhões de pessoas aptas a serem imunizadas receberam apenas uma dose das vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Entre janeiro de 2021 e 10 de junho deste mês, o governo federal distribuiu 519.838.281 doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, 17.965.980 doses foram fornecidas à rede de saúde, este ano, para imunizar crianças entre cinco e 11 anos de idade. Nesta faixa etária, 62% das crianças já receberam a primeira dose, mas apenas 38% tomaram a segunda.

Já entre a população de 12 a 17 anos, para a qual também já foi disponibilizada a primeira dose de reforço, apenas cerca de 5% completou o ciclo vacinal – ainda que 91% do grupo tenha recebido a primeira dose regular.

No total, 62,7 milhões de pessoas já poderiam ter tomado a primeira dose de reforço – entre elas, 16,76 milhões têm entre 18 e 29 anos, faixa etária na qual 5,54 milhões de indivíduos ainda não receberam nem mesmo a segunda dose regular. 

Aproximadamente 27,12 milhões de pessoas com mais de 50 anos ainda não retornaram aos postos de vacinação para receber a segunda dose de reforço.

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No início do ano, quando o país enfrentava a primeira onda da variante Ômicron, o Ministério da Saúde constatou que pessoas não vacinadas estavam entre seis e nove vezes mais suscetíveis, de acordo com a faixa etária, a desenvolver manifestações graves da doença na comparação com pessoas imunizadas.

A diretora afirma que, nesse período, os vacinados de todas as faixas etárias, com pelo menos duas doses tomadas, tiveram muito menos casos de SRAG ( Síndrome Respiratória Aguda Grave) em relação aos não vacinados, o que comprovou, mais uma vez, a eficácia da proteção vacinal contra o vírus.

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