Cuiabá acende alerta: 4 áreas em alto risco e 11 mil casos de chikungunya

Cuiabá está em médio risco para arboviroses e tem quatro áreas em alto risco; chikungunya já soma 11 mil casos e dengue ultrapassa 1,5 mil em 2025.

Cuiabá acendeu um novo sinal de alerta contra o Aedes aegypti. O 4º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 29 de setembro e 3 de outubro, mostra que a capital está em médio risco para transmissão de arboviroses, mas com 4 dos 27 estratos em situação de alto risco, com índices acima de 4,0. Ao todo, 11.594 imóveis foram vistoriados pela equipe de vigilância.

A preocupação vem acompanhada de um cenário epidemiológico que exige atenção: a chikungunya já soma 11.010 casos confirmados em 2025, com 27 mortes registradas e outras 12 em investigação. A dengue contabiliza 1.514 casos no ano, enquanto a zika tem 5 confirmações. O alerta foi emitido nesta sexta-feira (7).

Mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya (Foto: (Imagem: Tacio Philip Sansonovski/Shutterstock)
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya (Foto: (Imagem: Tacio Philip Sansonovski/Shutterstock)

Bairros do Norte, Oeste e Sul concentram maior infestação

Os pontos mais críticos do levantamento estão distribuídos em diferentes regiões da cidade.O Estrato 21, na região Norte, registrou o maior Índice de Infestação Predial (IIP 5,2). A área engloba bairros como Bosque dos Ipês, Paiaquas, Itapuã, Três Poderes, Chico Mendes, Altos de Cuiabá, Paraisópolis, Filadélfia, União, Silvanópolis, Vitória, Altos do Chapada, além dos condomínios da Volta da Serra/Bikas e do Centro Político-Administrativo.

Na região Oeste, o Estrato 20, que inclui o Distrito da Guia, marcou IIP de 4,9. Já no setor Sul, o Estrato 5, que abrange a região do Pedra 90 e adjacências, atingiu 4,6. Todos esses estratos estão acima do limite que define alto risco para proliferação do mosquito.

Maioria dos focos está no chão, em depósitos abertos

O levantamento aponta que 67,8% dos criadouros identificados estão em depósitos de água ao nível do solo, como baldes, tinas, caixas e tonéis sem tampa — recipientes que acumulam água facilmente no período chuvoso e favorecem a reprodução do mosquito.

Outros focos aparecem em:

  • Depósitos móveis (vasos, bebedouros): 16,3%
  • Lixo e materiais descartados: 10,6%
  • Depósitos fixos (calhas, obras, tanques): 4,5%
  • Pneus: 0,8%

Não houve registro de focos em caixas d’água elevadas ou criadouros naturais nesta edição.

A chikungunya segue responsável pelos números mais expressivos neste ano. Com mais de 11 mil casos confirmados, a doença apresentou circulação intensa e sustentada em Cuiabá ao longo de 2025. A maioria dos óbitos envolve pacientes idosos ou com comorbidades.

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