Cuidados com a voz no tempo seco

Profissionais que dependem da voz devem seguir algumas orientações nessa época de baixa umidade do ar

Com a chegada do inverno, a umidade relativa do ar tende a cair significativamente no Centro Oeste brasileiro. Com base em dados meteorológicos, Defesas Civis de estados e municípios fazem alertas frequentes nesse período sobre os riscos à saúde provocados pelo tempo seco. Entre os efeitos mais comuns estão os problemas com a voz.

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(Foto: Reprodução da internet)

Por isso, profissionais que dependem da voz devem ficar atentos aos cuidados para evitar os incômodos. As orientações valem principalmente para professores, cantores, locutores, apresentadores e repórteres de rádio e televisão, atendentes de telemarketing, entre outros.

A fonoaudióloga Amanda Pinheiro explica que, no tempo seco, o aparelho respiratório e fonador (nariz, boca, garganta, pregas vocais) são os primeiros a sentir as consequências da baixa umidade no ar. Isso ocorre porque tanto nariz quanto garganta e pregas vocais são revestidos de muco e precisam estar lubrificados.

Amanda Pinheiro destaca os principais cuidados com a voz durante a secura: hidratação e aquecimento. Ela garante que, especialmente nesse período de estiagem, o melhor amigo da voz é o soro fisiológico (a menos que você tenha alergia e restrições médicas).

A profissional de fonoaudiologia esclarece que, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, a água ingerida não passa pelas pregas vocais. Sendo assim, a hidratação das pregas vocais ocorre de maneira indireta, ao ter todo o corpo hidratado.

A fonoaudióloga ressalta que existe um tipo de hidratação direta para aliviar as pregas vocais, promover alívio e prevenção de ressecamento e lesões: a nebulização com soro fisiológico. Usar o aparelho inalador com soro por pelo menos 15 minutos por dia fará uma diferença importante, afirma a especialista em cuidados com a voz.

A fonoaudióloga Amanda Pinheiro dá dicas para cuidar da voz no tempo seco

Amanda faz uma ressalva: “Evite que seja imediatamente antes do uso intenso da voz profissional, pois pode fluidificar muito as secreções e atrapalhar sua performance”. E após o uso intenso da voz, o soro também é indicado.

O aquecimento vocal também é imprescindível para quem trabalha com a voz. São exercícios para preparar os músculos envolvidos na fala, promovendo irrigação sanguínea, preparando a respiração, articulação e projeção da voz, entre outras finalidade. Um profissional de fonoaudiologia poderá indicar o melhor aquecimento para cada pessoa e orientar sobre a execução correta.

Fonoaudiólogo ou um médico para cuidar da voz?

O profissional de fonoaudiologia e o médico otorrinolaringologista trabalham em parceria para o bem estar vocal.

Procure um fonoaudiólogo ao sentir qualquer alteração vocal, como rouquidão frequente, ou se deseja um acompanhamento preventivo. O fonoaudiólogo também deve ser consultado para avaliação, treino vocal, para receber protocolos de aquecimento e desaquecimento vocal individual e personalizado.

Já em situações agudas, como inflamação de garganta, irritações no trato vocal e prescrição de remédios, é preciso procurar o médico. O especialista na área é o otorrinolaringologista.

O primordial é estar sempre atento e seguir as orientações para cuidar bem da voz e manter sua comunicação de primeira, inclusive nesse período de umidade baixa.

Leia mais

  1. O poder da voz na comunicação

  2. 7 dicas de comunicação para um relacionamento saudável

  3. Não basta falar bem, é preciso saber escutar

Este conteúdo reflete, apenas, a opinião do colunista Comunicação de primeira, e não configura o pensamento editorial do Primeira Página.

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