Dengue: MS registra três semanas seguidas de alta nas notificações

Combate ao mosquito da dengue é necessário na estação mais seca do ano.

Mato Grosso do Sul registrou três semanas seguidas de alta nos registros de casos de dengue, após uma breve baixa no fim de março. Segundo o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), foram anotados 610, 826 e 669 casos prováveis neste ano, em comparação a 498, 677 e 607 casos nas semanas epidemiológicas 13, 14 e 15 do ano passado.

Débora em foto publicada nas redes sociais
Débora foi a 1ª vítima da dengue em MS no ano de 2022 (Foto: Reprodução/Facebook)

Também houve uma piora na incidência da doença em relação aos 79 municípios sul-mato-grossenses no período de uma semana. Segundo o boletim, eram 15 (18,98%) cidades com alta incidência – acima de 300 casos por 100 mil habitantes- e subiu para 19 (24,05%). Além disso, reduziu pela metade – de 6 para 3 – as cidades que não haviam nenhuma notificação de dengue.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil houve um aumento de 95% de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2021. Mato Grosso do Sul ocupa a 10ª posição no ranking nacional entre os estados com maior incidência de casos prováveis de dengue, conforme dados da SES.

Ainda não chegou ao quinto mês do ano e o estado já atingiu metade dos casos prováveis de dengue – 5.032 – em comparação a todo ano de 2021, que registrou 10.099 notificações. Das confirmações, 72,6% foram por meio de exame laboratorial e o restante (27,4%) por avaliação clínica.

O número de mortes permanece em três desde o início de abril. Neste ano houve duas vítimas em Campo Grande – mulher de delegado, de 50 anos, que morreu dia 14 de março; um homem de 46 anos que morreu dia 16 de março e tinha diabetes – e um homem de 50 anos que era diabético e hipertenso.

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Diante dessa realidade, cresce a preocupação em combater a infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, vírus da zika e febre chikungunya. A combinação de altas temperaturas e grandes volumes de chuva é perfeita para a infestação do mosquito e apesar do calor estar mais ameno nos últimos dias, o aumento de casos no país chama a atenção.

Mesmo o inverno sendo uma estação mais seca no estado, os cuidados para manter o mosquito longe são necessários neste momento e precisam ser reforçados. O principal cuidado para isso é não deixar água parada.

Mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, febre chikungunya e zika (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Prevenção

O infectologista Maurício Pompilio explica que nos primeiros meses do ano foram aplicadas as medidas de prevenção a doenças respiratórias devido à Covid-19, como a higienização das mãos, o uso de máscaras, mas as ações de controle do vetor, não foram tão eficazes. “Com isso, os cuidados nas residências ou locais propícios para a proliferação do Aedes aegypti ficaram mais esquecidos gerando aumento de casos de dengue”, afirmou o infectologista.

Outro cuidado é ficar atento a alguns sintomas. “Se o paciente apresentar sinais de alarme, como dor abdominal, vômitos, queda de pressão, sensação de desmaio, qualquer forma de sangramento ou tenha comorbidades, é preciso procurar atendimento médico, para que o especialista prescreva tratamento adequado”, explicou o médico.

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